quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Encontrei esta atividade no site da Acrilex e amei.  Já trabalhei com este livro e me rendeu atividades maravilhosas que estimularam o desejo de ler.
Vale a pena visitar o site!

Recontando uma história com Tangram

Atividades: Confecção dos personagens da história (gatos) com Tangram.

Objetivos: 
a) Conhecer uma história e seus personagens, refletir sobre ela.
b) Confeccionar os personagens criativamente, utilizando-se do Tangram.
c) Recontar a história com os personagens (tetro de fantoches).

Desenvolvimento:
a) Mostre aos alunos um Tangram (quadrado dividido em sete partes). Fale sobre as formas o compõe (triângulos, quadrado e trapézio). Fale sobre a história do Tangram e mostre os tipos de Tangram que existem.
b) Divida os alunos em grupos e peça que criem com o Tangram (quadrado dividido em 7 partes). Socializar.
c) Vão aparecer: gatos, cachorros, pessoas, casas, barcos, peixes, etc.
d) Leia o livro: “Era uma vez um gato xadrez” de Bia Villela. Converse com as crianças sobre a história.
e) Proponha que façam os gatos da história (preto, branco, vermelho, amarelo, verde, azul, colorido, xadrez, etc).
f) Recontem a história mostrando os personagens de acordo com o desenrolar dela. Conversem sobre a atividade.
g) Sugira aos grupos que escolham outras histórias, leiam, selecionem os personagens, recriem com Tangram e apresentem aos demais grupos.
h) Conversem sobre todo o processo desde o início: o conhecimento da história do Tangram, os tipos de Tangram que foram criados, as possibilidades de criação, a releitura da história “Era uma vez um gato xadrez”, a releitura de outras histórias, enfim, falem sobre tudo o que aprenderam com esse projeto.

Técnicas trabalhadas / Materiais utilizados:
- Gatos – Recorte e colagem em EVA – EVA, Cola para EVA e isopor, Crystal cola, Big Canetas Hidrográficas e Verniz Acrilfix. 

“Era uma vez um gato xadrez” – Confecção dos personagens da história 


Materiais:  EVA de várias cores, Cola p/ EVA e isopor, tesoura, Tangram (molde em cartolina), Crystal cola, Big Canetas Hidrográficas, Verniz Acrilfix, olhos móveis e tesoura.

Modo de fazer:

a) Recorte os quadrados (gatos de Tangram), um de cada cor conforme diz a história.
b) Recorte cada quadrado em 7 partes (Tangram).
c) Crie cada gato em uma posição. 
d) Cole as partes sobre EVA preto, utilize a Cola para EVA da Acrilex. Espere secar e recorte deixando uma borda.
e) Cole os olhos móveis e as boquinhas dos gatos.
f) Faça texturas nos gatos utilizando Crystal cola.
g) Gato marrom – Pinte o EVA branco com Big Caneta Hidrográfica marrom. Espere secar e borrife o Verniz Acrilfix da Acrilex para fixar a tinta. Depois, recorte as partes do gato (Tangram).
h) Gato colorido – Pinte o EVA branco com Big Canetas Hidrográficas, cada pedaço de uma cor. Espere secar e borrife o Verniz Acrilfix da Acrilex para fixar a tinta. Depois, recorte as partes do gato (Tangram).
i) Gato xadrez – Sobre o EVA branco faça linhas paralelas com as Big Canetas Hidrográficas repetindo duas cores. Em seguida, faça linhas perpendiculares ou obliquas às linhas que já existem. Depois de pronto o xadrez, proceda da mesma forma, recorte as partes, cole sobre o EVA preto, recorte deixando uma moldura, cole os olhos e boca.
j) Fantoche – Cole cada gato num palito de churrasco e, atrás, cole ou escreva o texto com marcador permanente. Você lê o texto mostrando o fantoche para as crianças.


Era uma vez um gato xadrez – Bia Villela

ERA UMA VEZ
UM GATO XADREZ.
CAIU DA JANELA
E FOI SÓ UMA VEZ.


ERA UMA VEZ UM GATO AZUL.
LEVOU UM SUSTO E FUGIU PRO SUL.


ERA UMA VEZ
UM GATO VERMELHO.
ENTROU NO BANHEIRO
E FEZ CARETA NO ESPELHO.


ERA UMA VEZ
UM GATO AMARELO.
ESQUECEU DE COMER
E FICOU MEIO MAGRELO.


ERA UMA VEZ
UM GATO VERDE.
ELE ERA PREGUIÇOSO
E FOI DEITAR NA REDE.


ERA UMA VEZ
UM GATO COLORIDO.
BRINCAVA COM OS AMIGOS
E ERA MUITO DIVERTIDO.


ERA UMA VEZ
UM GATO LARANJA.
FICOU DOENTE
E SÓ QUERIA CANJA.


ERA UMA VEZ
UM GATO MARROM.
OLHOU PRA GATA
E FEZ “ROM ROM”


ERA UMA VEZ
UM GATO ROSA.
COMEU UMA SARDINHA
DELICIOSA.


ERA UMA VEZ
UM GATO PRETO.
ERA TEIMOSO
E BRINCOU COM O ESPETO.


ERA UMA VEZ
UM GATO BRANCO.
ERA TÃO SAPECA
QUE PULOU DO BARRANCO.


ERA UMA VEZ
UM GATO XADREZ…
QUEM GOSTOU DESTA HISTÓRIA
QUE CONTE OUTRA VEZ…


Ivete Raffa
Arte educadora e Pedagoga

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Muito bom este site com brincadeiras de todas as regiões do Brasil.
Um excelente acervo para brincar com crianças das séries iniciais.


mapadobrincar



O Mapa do Brincar é uma iniciativa da Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo.

Lançado em maio de 2009, o projeto convidou crianças de todo o país a contar quais são suas brincadeiras de hoje. Um dos objetivos era descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar das várias regiões do país. 
De maio a julho, a Folhinha recebeu 10.204 inscrições de crianças das cinco regiões do país, com participação maior do Sul e do Sudeste.

Em alguns Estados, a equipe da Folhinha também coletou brincadeiras diretamente com as crianças, mas sempre preservando os relatos infantis.

Todo esse material enviado (ou coletado) foi lido e analisado por uma equipe de especialistas na área do brincar.

E, do conjunto de textos, desenhos, fotos e até vídeos enviados pelos brincantes, 550 brincadeiras foram selecionadas para este site. Cada brincadeira traz a indicação de sua origem, o que não quer dizer que ela seja só daquele lugar. A origem indica a cidade em que mora o participante que mandou a brincadeira.

Devido à extensão do país e ao rico repertório de brincadeiras das crianças, no entanto, há ainda muito o que mapear.

Por isso, se você conhece brincadeiras (ou variações) da sua região que não estejam no Mapa do Brincar, envie o material para mapadobrincar@uol.com.br. Você também pode enviar memórias do brincar em outras décadas e termos para o glossário das brincadeiras.

Boa brincadeira!

Acesse o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Breve lançamento!


Em breve estarei lançando meu primeiro livro!


Há tempos tenho acalentado o desejo de produzir um livro que auxilie professores alfabetizadores na complexa tarefa de alfabetizar.
Muito se tem falado em letramento. Eu mesma sou uma defensora de que é preciso ir além da alfabetização, como propõe Ana Teberosky (1997). Mas é preciso reconhecer que com toda esta ênfase em letrar temos descuidado da alfabetização inicial.  Tenho visto e acompanhado o trabalho de muitos professores  alfabetizadores que, simplesmente, não dão conta do que Magda Soares (2002), chama de aquisição da tecnologia do ler e do escrever. Imersos no ideal de letrar, se esquecem que é preciso um trabalho sistemático de apropriação do sistema de escrita alfabética, como afirmam Albuquerque, Moraes e Ferreira (2008), para que bons níveis de letramento sejam garantidos e ampliados.
Atividades que envolvam contagem de letras de palavras, partição escrita de palavras em letras, partição escrita de palavras em sílabas e comparação de palavras quanto à presença de sílabas iguais/diferentes, identificação de sílabas com ou sem correspondência escrita, identificação de rima/aliteração com ou sem correspondência escrita são alguns exemplos de práticas sistemáticas de alfabetização.
Neste livro, além da fundamentação teórica, proponho atividades com jogos como estratégia de alfabetização e apresento uma coletânea de jogos inéditos que podem ser confeccionados pelos professores.
Todos estes jogos, produzidos ao longo de minha experiência como alfabetizadora, são acompanhados de uma ficha didática para que os professores saibam quais os mecanismos acionados para favorecer a apropriação do sistema de escrita alfabética.
Meu desejo é que esta seja mais uma ferramenta de auxílio ao professor no processo de alfabetização.
Em breve estarei divulgando o livro e o contato para aquisição do mesmo.
Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As "desaprendizagens" do professor

As ações de nós professores em sala de aula baseiam-se, há séculos, em crenças fortemente sedimentadas. Essas crenças alimentam o que podemos chamar “hábitos de resistência” a uma mudança mais profunda em nosso fazer. Tal resistência nada mais é do que o sinal claro de que não sabemos outra forma de caminhar. Temos que desaprender. As desaprendizagens de hábitos, há muitos séculos enraizados por parte do professor, passam, necessariamente, pela mudança das crenças limitantes que alimentam “tais raízes”



Quer saber mais?
Leia esta matéria na íntegra no sítio: www.appai.org.br/revistaappaieducar

O Papel da cópia


Delia Lerner

Escrever não é copiar. Sabemos hoje que a cópia não é a chave que abre as portas da escrita. Sabemos que aprendemos a escrever escrevendo (produzindo textos baseados nas próprias hipóteses, refletindo e discutindo sobre elas) elendo, esforçando-se para interpretar o que outros escreveram convencionalmente. Faz sentido, então, incluir a cópia nas atividades escolares?

Sim, porque a cópia é uma prática a que todos recorremos fora da escola, quando queremos guardar uma receita, a letra de uma música, certa idéia de um autor.

Sim, porque a cópia implica uma intensa atividade intelectual. Não é uma reprodução mecânica (por isso, o resultado nem sempre é idêntico ao modelo). Só podemos copiar aquilo que, de algum modo, conhecemos: uma coisa é copiar um parágrafo escrito em um idioma conhecido e outra é copiá-lo em um idioma desconhecido. Copiar requer saberes específicos. Quando copiam, as crianças usam tudo o que sabem para que o texto fique o mais parecido possível com o original. Copiar pode ser, então, um desafio.

A cópia pode ajudar na aprendizagem quando contribui para a aquisição de uma forma fixa que será fonte de informação para produzir outras escritas; quando o aluno está escrevendo e busca numa palavra conhecida uma parte que serve para escrever outra palavra (para “livro”, pode procurar “li” em “limão”, por exemplo); quando elabora a ficha de um livro para a biblioteca e precisa localizar o título e o nome do autor; quando quer citar um verso de um poema ou uma frase de um personagem; quando se propõe a copiar um texto para conservá-lo ou enviá-lo a um destinatário.

Se reconhecermos que a cópia é somente uma das atividades que contribuem para a aquisição da escrita, se a incluirmos como recurso para resolver problemas de produção, se não esperarmos que o resultado seja cópia fiel do modelo e apreciarmos as diferenças como expressão da atividade intelectual das crianças no processo de reprodução, então podemos dar lugar à cópia no processo de alfabetização.
Delia Lerner é profesora titular do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Buenos Aires. 
Publicado em 22/07/2008

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Como analisar os resultados das estratégias de avaliação?
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
O QUE FOI APRENDIDO Um bom diagnóstico das aprendizagens mostra o que a criança já sabe e o que falta aprender. Você vai ver que, dentro de um conteúdo, as dúvidas não são tão diferentes.
Em relação especificamente às provas, uma boa dica é ler de uma vez a resposta de todos a uma mesma questão. É importante fazer anotações sobre as dificuldades encontradas: quem errou, por quê, como, as ideias apresentadas sobre o assunto, quais os equívocos mais comuns etc. Tabular esses dados ajuda a definir em que investir mais força, o que retomar coletivamente e o que trabalhar em pequenos grupos (leia mais no quadro abaixo). Ao analisar cadernos, portfólios e trabalhos de casa, você tem um retrato dos diferentes momentos de avanço da turma - o que é fundamental para enxergar exatamente onde está a dificuldade de cada um em compreender o conteúdo e para eleger as estratégias que ajudarão todos a superar os problemas.

Nas situações do dia a dia na sala de aula e nas tarefas de casa, é possível checar se problemas detectados no desempenho em provas se confirmam. "É comum as crianças não saberem utilizar nos testes o conhecimento que têm", ressalta Rosa Maria Antunes de Barros, coordenadora pedagógica da Escola Castanheiras, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e autora de um estudo sobre grupos de apoio em escolas. Se numa atividade um aluno soube fazer algo e nas outras não, é indicativo de que ele domina parte do conteúdo, mas não está seguro disso. É imprescindível falar com ele, escutar quais são suas hipóteses, verificar até onde chegou e quanto avançou desde a última atividade.

Diagnóstico
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
 Publicado em NOVA ESCOLA Edição 235SETEMBRO 2010. Título original: Sim, ele pode aprender

sexta-feira, 2 de março de 2012

A reunião dos ratos

 Tenho pensado muito sobre nosso papel como professores alfabetizadores.  Pensado nas dificuldades que encontramos para realizar um bom trabalho e nas soluções que todos nós temos na ponta da língua para o analfabetismo funcional. E tenho me perguntado:  Estou disposto a remar contra a maré? Disposto a fazer a minha parte? Disposto a arriscar meu pescoço para defender um processo de alfabetização que dê conta não apenas de alfabetizar, mas também de letrar?Leia a fábula a seguir e pense nisso também?



A reunião dos ratos
Luciana Beatriz
Os ratos de determinada casa não aguentavam mais aquela situação: um gato estava caçando e matando todos os seus parentes. Resolveram, pois, marcar uma reunião para planejar uma maneira de se livrarem do animal. Muitos ratos apareceram e a reunião foi longa. Várias ideias foram apresentadas, contudo, nenhuma parecia boa o bastante para acabar com o problema. Por fim, um ratinho deu um passo à frente e disse:
— Um dos motivos para esse gato fazer tantas vítimas é o fato de não percebermos quando ele está se aproximando, não é?
— Sim, ele é muito sorrateiro. Mas o que isso tem a ver com a solução?
— Esse é o ponto crucial! Precisamos saber quando o gato está vindo em nossa direção. E se amarrássemos um guizo no pescoço dele? Assim, quando ele for atacar, já teremos ouvido o barulhinho e estaremos a salvo, comendo um belo pedaço de queijo.
Os ratos adoraram a ideia, que parecia perfeita, e começaram a festejar o fim dos tempos da dominação felina. O rato mais velho e sábio do grupo, no entanto, levantou uma questão:
— Não que eu queira ser um estraga-prazeres, mas, para isso dar certo, temos primeiro de pendurar o guizo no pescoço do gato. Alguém aqui está disposto a arriscar a vida para fazer isso?
 Ninguém respondeu. Ao olhar ao redor, o velho rato percebeu que a sala estava vazia.