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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Prova: um momento privilegiado de estudo – não um acerto de contas

Estou lendo este livro de Vasco Moretto e estou adorando!
Vasco faz uma abordagem simples, clara e contundente deste tema tão intrigante.  Quem nunca questionou o uso de provas? Quem nunca o defendeu?  Nem vilã, nem mocinha.  A prova é tratada, pelo autor, como um momento privilegiado de estudo, e para isso, apresenta uma série de exemplos negativos e positivos que nos fazem refletir sobre a construção, o valor e o uso deste instrumento.
Ainda nem terminei a leitura e já estou indicando!
Vale a pena conferir!


Vasco Pedro Moretto – Mestre em didática das ciências pela universidade Laval, Québec, Canadá. Licenciado em física pela Universidade de Brasília – UNB. Especialista em Avaliação Institucional pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Diretor da VASCO MORETTO consultorias educacionais S/C Ltda. Autor da coleção física hoje (3 volumes), Editora Ática, para o ensino médio. Autor de: Construtivismo, a produção do conhecimento em aula, DP&A Editora, 2000; Prova, um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas, DP&A Eitora , 2001.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Atividades com livros de Literatura

Encontrei no site da Brinque-Book sugestões para o professor trabalhar com diversos livros de literatura. Vale a pena conferir!

Quem não conhece a história da Galinha Ruiva, que queria fazer um pão e convocou os companheiros para ajudá-la? Junto a outros clássicos universais da literatura infantil, esta pode ser considerada uma das mais populares entre as crianças, há várias gerações. 

Mas os tempos mudam e com ele alguns valores. Será que a rígida lição de moral contida no final desta fábula pode ser aplicada nos dias de hoje? Essa é a questão proposta (e resolvida) pelo livro “A Galinha Xadrez”. 

Propostas de atividades: 

- Ler o livro somente até a página 17, estimulando a criança a criar outro desfecho para a história. 

- Dividir a classe em dois grupos e comparar as duas versões da história: “A Galinha Xadrez” e “A Galinha Ruiva”. 

- Trabalhar as rimas incentivando a criatividade do aluno, que fará seu próprio texto rimado. 

- Fazer uma receita de bolo com a ajuda e cooperação de todos. 

- Explorar o lado moral da história, mostrando atitudes de amizade, de respeito, de apoio etc. 

- Dramatizar com a classe a história do livro.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ESCREVER QUANDO NÃO SE SABE


Rosângela Veliago

O que geralmente acontece quando as crianças ingressam na escola?
Nas séries iniciais, elas são submetidas a inúmeras atividades de preparação para a escrita, em geral cópia ou ditado de palavras que já foram memorizadas. Primeiro copiam sílabas, depois palavras e frases, e só mais tarde são solicitadas a produzir escritas de forma autônoma.
Isso só acontece na escola. No dia-a-dia, as pessoas aprendem de outro modo: fazendo, errando, tentando de novo, até acertar.
A concepção tradicional de alfabetização dá prioridade ao domínio da técnica de escrever, não importando propriamente o conteúdo. É comum as crianças terem de copiar escritos que não fazem para elas o menor sentido: “O boi baba”; “A fada é Fátima”.
Os aprendizes não se lançarão ao desafio de escrever se houver a expectativa de que produzam textos escritos de forma totalmente convencional: no início da alfabetização, isso ainda não é possível.

Para aprender a escrever, é fundamental que o aluno tenha muitas oportunidades de fazê-lo, mesmo antes de saber grafar corretamente as palavras: 
quanto mais fizer isso mais aprenderá sobre o funcionamento da escrita.
 A oportunidade de escrever quando ainda não sabe
permite que a criança confronte hipóteses sobre a escrita
 e pense em como ela se organiza, o que representa, para que serve.

Na escrita existem dois processos que precisam ocorrer simultaneamente. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional: o sistema de escrita alfabético; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever (Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa).
Para que esses dois processos se desenvolvam de maneira adequada “é fundamental considerar os alunos como escritores plenos, capazes de produzir textos diversos dirigidos a destinatários reais e orientados para cumprir propósitos característicos da escrita – informar, registrar, persuadir, documentar –, evitando colocá-los na posição de meros copiadores de escritos irrelevantes, em situações em que a cópia não responde a nenhum propósito identificável” (Actualización curricular).
O ato de escrever implica o controle de dois aspectos fundamentais: o que escrever e como escrever – e isso não é simples, principalmente quando se está aprendendo. Esse é um momento em que os alunos precisam pensar em como escrever, em como se organiza o sistema alfabético de notação.
Muitas atividades podem ser propostas para as crianças explicitarem suas hipóteses, compararem com as hipóteses de seus colegas e com a escrita convencional, em vez de reduzir o ensino à codificação de sons em letras, ou à reprodução de frases ou palavras soltas.
O trabalho em parceria é um grande aliado: pode-se agrupar os alunos e propor que escrevam listas, trechos de histórias, títulos de livros, textos poéticos que conhecem de memória (músicas, parlendas, quadrinhas, adivinhações ou trava-línguas).
Quando estão trabalhando coletivamente, é importante definir com clareza os papéis, para que todos participem: um aluno pode, por exemplo, ditar enquanto o outro escreve, ou um ditar, outro escrever e outro revisar. Esses papéis precisam se alternar, para que sempre haja novos desafios para todos.

 Texto de Rosângela Veliago, a ser publicado em Cadernos da TV Escola, MEC/1999.74

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Indicação de literatura

Imperdível!
Esta coleção é simplesmente um espetáculo para as turmas do ciclo de alfabetização.
Além de recontar de forma divertida alguns clássicos da literatura infantil por meio de personagens que as crianças adoram (Turma da Mônica), apresenta ilustrações com características de gibi e texto em caixa alta.



terça-feira, 16 de março de 2010

Importância do Alfabeto


Explorar o alfabeto é ir além de afixá-lo nas paredes


Nas classes de educação infantil e alfabetização acontecem os primeiros contatos das crianças com as letras.
Com isso, a visualização das mesmas é de fundamental importância para que os pequenos sintam-se seguros ao reproduzi-las para o papel, afinal ainda não aprenderam como é a grafia correta das 26 letras do nosso alfabeto.
Ao imaginar uma palavra a ser escrita, as crianças conseguem montá-la, copiando o traçado correto das letras.
O alfabeto afixado na sala é de grande importância no mundo da escrita, pois dá maior segurança para quem está aprendendo seus primeiros traçados. Se a criança não lembra pra que lado fica a perninha do “P”, basta consultá-lo que sua dúvida se esclarecerá.
A oportunidade de visualizar o alfabeto se constitui também em autonomia, pois a criança deixa de depender do professor ou dos colegas, conseguindo elucidar sozinha a sua imprecisão, tornando-se mais segura, sentindo-se capaz.
Porém, não basta que o alfabeto esteja afixado na parede, é preciso incentivar os alunos a usá-lo, e propondo atividades que despertem para a fixação dos símbolos das letras.
Algumas atividades ajudam no processo de construção desse conhecimento, como as listagens, leitura de textos simples como parlendas e trava-línguas, agendas telefônicas, etc.
O professor deve manter um cronograma com essas atividades, para que as mesmas estejam sempre presentes no cotidiano da sala de aula. É bom lembrar que as mesmas são classificadas como atividades de fixação, ótimas para se decorar as letras, a ordem do alfabeto e a utilizar cada uma de forma correta.
Nas classes de alfabetização podem ser montados alfabetos pelas próprias crianças, a partir de recortes de jornais e revistas. Essa atividade pode ser feita em pequenos grupos (no máximo 4 crianças) onde pesquisam letras em tamanho grande, recortam e fazem a colagem das mesmas no papel craft ou cartolina, na ordem correta.
Essa atividade impulsiona a curiosidade, a capacidade de percepção visual, a troca de experiências, o esclarecimento das dúvidas, enfim, um ensina o outro, trabalham em conjunto, de forma integrada, para chegar a um objetivo – a montagem do alfabeto.
Dependendo do tamanho da turma, o número de cartazes será acima de cinco. Não pense que a sala ficará repetitiva, mas pelo contrário, afixados em pontos estratégicos, os mesmos poderão ser visualizados por todos, facilitando as consultas. Além disso, os cartazes terão uma representação funcional mais adequada para as crianças, pois foram feitos por elas, ou seja, existe uma vinculação positiva com os mesmos, contrário ao alfabeto grandão, colado acima do quadro.
No caso das listagens, são utilizadas nos lugares dos antigos ditados. “Faça uma lista com seis nomes de animais selvagens”. Depois da listagem cada criança lê os animais escolhidos e o professor pode acompanhar de perto essa leitura, apontando para os erros que apareceram. Mas lembre-se, deixe que a criança faça a sua correção, e nada de riscos ou canetas vermelhas grifando os mesmos.
É importante fazer esse acompanhamento, pois é uma forma de verificar as palavras que foram escritas de forma diferente (os erros). O professor deve anotar todas essas palavras e depois escrevê-las no quadro, a fim de que os alunos revejam suas escritas e façam as correções.
Com isso, as aulas de alfabetização ficam motivadas, as crianças não se sentem pressionadas pela obrigação de aprender a ler e escrever, mas o processo vai acontecendo de forma gradual, suave, sem impor regras e formas corretas a serem seguidas.
E à medida que forem dominando o alfabeto, as letras devem aparecer de outras formas, como de forma minúscula, manuscrita maiúscula e manuscrita minúscula.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ESTOU LENDO E AMANDO NESTAS FÉRIAS!

Este livro é uma preciosidade!
Já o li uma vez e resolvi fazê-lo novamente nestas férias.
É uma leitura recomendada, principalmente para professores do 1º segmento do ensino Fundamental.

Ortografia: ensinar e aprender

Autor: ARTHUR GOMES DE MORAIS
Idioma: Português; Série: Palavra de Professor; Editora: Ática; ISBN: 8508071892; Edição: 4ª; Publicação: 2006; Local: São Paulo;

Comentário:

Muitos professores vivem hoje dúvidas como: ? Devo corrigir os textos espontâneos de meus alunos? Devo considerar os erros na hora de avaliá-los? Como ensinar ortografia sem recorrer aos exercícios tradicionais? Em resposta a essas questões, este livro propõe um enfoque construtivista para o ensino de ortografia. Ortografia: ensinar e aprender ajuda o professor a identificar quais aspectos de nossa norma ortográfica seus alunos podem aprender por meio da compreensão e quais eles precisarão memorizar. Para isto, o autor apresenta e discute uma série de princípios e encaminhamentos didáticos que levam o estudante a aprender a nossa ortografia, tomando-a como objeto de reflexão.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mania de Explicação


"Era uma vez uma menina que gostava de inventar explicação para cada coisa do mundo. Ela achava o mundo meio complicado e achava que se simplifica-se as coisas em sua cabeça seria mais fácil e legal..."

Este maravilhoso livro de Adriana Falcão, ilustrado por Mariana Massarani, inspirou-nos a discutir o uso do dicionário na sala de aula.

Com uma linguagem extremamente poética, Mariana explica com o coração aquilo que os dicionários não podem definir com precisão.

Veja um pequeno trecho:

"Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo."







sábado, 21 de novembro de 2009

O nascimento da Lua

A leitura Deleite do 2º encontro do fascículo 4 foi este livro encantador!



Resenha:
Muito tempo atrás, as noites eram negras e os animais tinham medo da escuridão. Então, três patinhos foram pedir ao Sol que lhes desse uma luz para iluminar a noite. O Sol lhes mandou a Lua, mas logo os patinhos voltaram para pedir uma luz mais forte. Então, o Sol fez a Lua ir crescendo até se tornar redonda e cheia. Mas os patinhos se acostumaram com a luz da Lua e nem se lembravam mais de agradecer ao Sol que, desapontado, deixou a Lua ir minguando até a noite escurecer novamente. Como será que os animais conseguiram ter sua luz de volta?
Este foi o livro escolhido para leitura deleite no 1º encontro do fascículo 4.


Resenha
Este é o primeiro livro infantil escrito pelo maior poeta da atualidade, Manoel de Barros, ilustrado com bordados das irmãs Ângela, Antônia, Marilu, Martha e Sávia Dumont, a partir dos desenhos de Demóstenes Vargas. São duas histórias: O menino que carregava água na peneira e A menina avoada. Nelas, Manoel descreve a maneira como as duas crianças brincam, mergulhando no universo infantil e revelando todo o lirismo que está por trás daquilo que nós, adultos, chamamos ingenuidade. É um trabalho primoroso, de texto e de ilustração, que vai encantar e fazer crescer os pequenos leitores. É uma obra que fala direto ao coração da criança e da criança que há dentro de cada um de nós.




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Leitura Deleite do 3º encontro do Fascículo 3

Este foi o livrro escolhido para o momento de Leitura Deleite no último encontro do fascículo 3.

RESENHA


Era uma vez um rei mandão — como muitos — que resolveu castigar qualquer um que falasse uma mentira (mentira pelo menos no seu ponto de vista). Mas a primeira vítima do castigo real é seu próprio filho, condenado a nunca mais abrir a boca para falar, a não ser, única e exclusivamente... a palavra “exclusivamente”. É assim que o príncipe sai pelo mundo, respondendo a tudo: “exclusivamente”. Até que um dia ele conhece Eva, uma contorcionista que o ensina a ler e escrever. Ele percebe então que, a partir das letras E –X – C –L – U – S – I – V – A – M – E – N – T – E, ele pode formar muitas outras palavras. Ao começar a dizê-las, porém, é denunciado e levado à presença do rei, que decide revogar o castigo e até mesmo entregar-lhe a coroa se ele conseguir responder naquele seu método “exclusivo”, a três perguntas. O príncipe consegue, ganha a coroa, e o rei descobre que o melhor que tem a fazer é ir ter aulas com a contorcionista.



COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Esta história divertida recria os tradicionais contos em que um rei, prepotente, castiga um inocente e depois é derrotado, quer pela astúcia, quer pela intervenção de seres mágicos e protetores. Aqui, zomba-se da prepotência do rei logo no início, com o ridículo castigo que impõe. A fada protetora aparece na figura de uma contorcionista de circo, cuja mágica é saber ler e escrever. E o rei, contrariando as expectativas, não fica furibundo com a sua derrota: numa atitude muito moderna e original, reconhece que precisa de aulas com a contorcionista — quem melhor para ensinar as pessoas a ter jogo de cintura? Outro ponto positivo deste bem inventado texto é o de brincar com a composição das palavras, um estímulo prazeroso para a criança que começa a descobrir os segredos das letras.

Fonte: http://www.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-03105-5.pdf

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ROTINA NA AULA SOCIOCONSTRUTIVISTA

1. Leitura compartilhada - O professor lê todos os dias para os alunos, vários tipos de textos como: notícias, contos, poesias, histórias, fábulas, etc.

Lê por prazer, sem cobrar atividades nenhuma após esta leitura.

Objetivos: Professor enquanto modelo de leitor. Desenvolver no aluno o prazer pela leitura.


2. Roda de conversa - Professor e alunos conversam sobre assuntos variados.

Objetivos: Desenvolver no aluno a competência/oralidade. Falar o que pensa em grupos diversos, ouvir e respeitar as falas e pensamento de outras pessoas, dialogando, trocando, sendo crítico, etc.

Pode-se propor ao final o registro num texto coletivo do assunto debatido. O texto deve ser curto ( de preferência um parágrafo).

Sugestão: Criar caixas na sala com temas variados e neste momento, um destes temas, uma notícia, por exemplo, é sorteada.



3. Agenda - Atividade de cópia de texto com função social na língua (letramento)

Objetivos: Desenvolver técnicas de escrita (escrever da esquerda para a direita na linha, com capricho, etc.), além de registro diário das atividades realizadas durante a aula para acompanhamento dos pais.



4. Atividades de leitura - Esta atividade e imprescindível para a alfabetização. Todos os dias os alunos deverão desenvolvê-la. Lembre-se o bom escritor é antes um bom leitor. Deve ser realizada preferencialmente com textos que já sejam do domínio dos alunos que ainda não sabem ler convencionalmente.

Objetivos: Ler quando ainda não sabe ler (convencionalmente). Ajustar o falado ao escrito. Desenvolver a leitura.

Atividades de leitura: Leitura de ajuste, localizar palavras no texto (iniciar com substantivos) Ordenação de textos (frases, palavras), palavras cruzadas, caça. - palavras, adivinhas, localização de palavras nos textos, roda de leitura, roda de poesia, empréstimo de livros, projetos de leitura, etc.

É fundamental que intervenções tais como o trabalho com a letra inicial e final das palavras sejam feitas constantemente.



5. Atividades de escrita - Só se aprende ler, lendo e só se aprende a escrever, escrevendo. Copia é uma coisa, produção de escrita é outra. Na atividade de escrita, a criança escreve do jeito que ela sabe (hipótese de escrita) e o professor faz intervenções necessárias em relação à escrita, direto com o aluno.

Objetivos: Avançar na reflexão da Língua. Resolver a letra a ser usada (qualidade de letra), quantas letras usar (quantidade de letras), escrever textos com sentido (inicio, meio e fim), revisar ortografia e gramática, etc.

Atividades de escrita: Propor atividades de escrita com o alfabeto móvel completar textos (lacunas no início ou no final da frase), produção escrita de textos individuais e coletivos (listas, histórias, contos, etc.), reescrita de texto que se sabe de cor, revisão de textos, palavras cruzadas (sem banco de palavras), etc.



6. Atividade móvel - Este espaço é para que cada professor trabalhe de acordo com sua turma, jogos matemáticos, sala de leitura; Ciências, Estudos Sociais, Recreação e Artes.

É importante lembrar que nosso dia-a-dia escola, devemos estar desenvolvendo atividades de caráter interdisciplinar e transdisciplinar.



7. Atividade de casa - A atividade de casa é alvo de dúvidas e críticas por parte dos pais e dos professores (ou porque não tem "dever de casa" ou porque tem “dever de casa” demais ou porque “os alunos não fazem o dever”, etc.). O ideal é que a atividade de casa, planejada com antecedência, seja um desafio interessante, difícil, mas possível, que o aluno possa resolver sozinho.

Objetivo: Criar o hábito de estudar fora da escola, desenvolver a autonomia e a auto-aprendizagem.

Atividades de casa - Cruzadinha, caça-palavras, empréstimo de livros (6◦ feira trazer na 2◦ feira), leitura de textos e posterior ilustração, coletar rótulos, ler algo interessante e trazer para sala de aula, coletar materiais de sucata, observar fenômenos da natureza para posterior relato, pesquisas orais e escritas, etc.


Fonte: Curso FAP (Prefeitura Municipal de Duque de Caxias)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que funciona na alfabetização?


O que se ensina quando se ensina a ler e escrever?

A plena inserção no mundo da escrita, envolve pelo menos três complexas dimensões que se articulam e que se complementam: uma dimensão lingüística (a conversão da oralidade em escrita); uma dimensão cognitiva (as atividades da mente em interação tanto com o sistema de escrita, no processo de aquisição do código, quanto com o texto em sua integridade, no processo de produção de significado e sentido); uma dimensão sociocultural (a adequação das atividades de leitura e escrita aos diferentes eventos e práticas em que essas atividades são exercidas).

A complexidade do processo gera divergências sobre o qual deve ser o objeto da alfabetização. Há os que consideram que o objeto é o processo lingüístico e cognitivo de aquisição da tecnologia da escrita, domínio dos sistemas alfabético e ortográfico de escrita, e das convenções que governam o uso desses sistemas. Há também os que consideram que, sendo a finalidade da leitura e da escrita a construção de significados e sentidos dos materiais escritos que circulam em práticas socioculturais, o objeto da aprendizagem da língua escrita é, desde o seu primeiro momento, a compreensão, na leitura, e a utilização, na escrita, de numerosos e variados gêneros e portadores de textos, vivenciados em diferentes contextos, visando a diferentes objetivos e diferentes destinatários. Finalmente, há os que, julgando incoveniente e mesmo impossível fragmentar um processo cujos componentes são inter-relacionados e interconectados, consideram que o objeto da alfabetização é a língua escrita em sua inteireza, envolvendo todas as dimensões e todos os seus componentes.

Naturalmente, as divergências quanto ao objeto da alfabetização - o que se ensina a ler e escrever - determinam as divergências quanto aos métodos de alfabetização - como se deve ensinar a ler e a escrever - e, conseqüentemente, divergências quanto aos resultados da alfabetização - o que funciona na alfabetização.

Fonte Magda Soares, Revista Pátio ago/out 2008

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA


Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista - Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte. Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.Voou. E nunca mais retornou."
"Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas.
E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas.
Porém é preciso ser águia.
Abrir as asas e voar.
Voar como as águias.
E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”
Leonardo Boff

ONDE ENCONTRAR TEMPO PARA LER


"Ninguém jamais tem tempo para ler. A vida é um entrave permanente à leitura.

O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.)

... O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver.

Se tivéssemos que olhar o amor do ponto de vista de nosso tempo disponível, quem se arriscaria? Quem é que tem tempo para se enamorar? E, no entanto, alguém já viu um enamorado que não tenha tempo para amar?

Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pode me impedir de terminar um romance de que eu gostasse.

A leitura não depende da organização do tempo social, ela é como o amor, uma maneira de ser.

A questão não é de saber se eu tenho tempo para ler ou não ( tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não à felicidade de ser leitor."

DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO LEITOR:

1- O direito de não ler.

2- O direito de pular páginas.

3- O direito de não terminar um livro.

4- O direito de reler.

5- O direito de ler qualquer coisa.

6- O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).

7- O direito de ler em qualquer lugar.

8- O direito de ler uma frase aqui e outra ali.

9- O direito de ler em voz alta.

10- O direito de calar.



" Um livro bem lido é, um passaporte para a fantasia e o despertar de si mesmo."

DANIEL PENNAC em "Como um Romance". Editora Rocco

domingo, 18 de outubro de 2009

Apropriação da Leitura e da Escrita

Após ter o privilégio de ouvir a palestra proferida por Elvira Souza Lima na V Jornada Pedagógica em Mesquita, RJ, encontrei este texto que vale a pena ler e refletir!


"O que o que nós estamos enfrentando hoje no Brasil,? Nós buscamos universalização da escolaridade e buscamos, então, a universalização da leitura e da escrita, num momento muito particular para o desenvolvimento cultural do ser humano.É a primeira vez na história da humanidade que mudanças muito grandes acontecem dentro de uma mesma geração. As mudanças aconteciam antes muito lentamente reunidas de geração em geração. Nós tivemos um desenvolvimento tecnológico muito grande nos últimos 50 anos e esse desenvolvimento modificou, profundamente, as formas de comunicação humana. E a escola é um espaço de comunicação. É um espaço de comunicação entre adultos e crianças, de comunicação entre várias gerações. Desta forma, mudanças são necessárias nas formas de ensinar, porém, isto não significa que precisemos inventar uma pedagogia absolutamente nova, porque vários aspectos dos processos necessários para a aprendizagem não se modificaram. As atividades de estudo necessárias para a apropriação dos conhecimentos escolares não se modificaram. É muito provável que tenhamos que intensificar mais ainda a utilização de algumas delas para atender às especificidades do desenvolvimento da criança de hoje"


Elvira Souza Lima


trecho transcrito de palestra proferida no Ministério da Educação e Cultura
Postado por Elvira Souza Lima
http://elvirasouzalima.blogspot.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Leitura Deleite

Leitura Deleite da semana:

Pedro, filho de um pobre lavrador, recebe de herança um gato e um par de botas. Mesmo triste e decepcionado, o garoto atende a um pedido do gato e lhe entrega as botas, um chapéu e um saco. Você nem imagina o que o gato apronta! Esta é a história do gato mais esperto dos contos de fadas, ainda mais divertida nessa adaptação de Pedro Bandeira!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Avaliação

Iniciamos nesta semana os estudos do fascículo 2 do Pró-Letramento que trata sobre avaliação.

As discussões foram intensas e revelaram as angústias do educador diante do desafio de avaliar seus alunos sem culpa ou injustiças.

Para provocar ainda mais fiz a leitura do texto abaixo:

O CACHORRRO
Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.

Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.

Ele pegou o bilhete e leu: – “Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado: dono do cachorro.

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais.

Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.

O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.

O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma
casa e pôs as compras na calçada.

Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo: – “Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!”

A pessoa respondeu: – “Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!”.

Moral da História:
“Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado.”

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Moça Tecelã

Esta foi a Leitura Deleite desta semana. Um livro maravilhoso que seduziu a todos os cursistas.

Leia o resumo da obra e seja seduzido também!

O conto A Moça Tecelã de Marina Colassanti é um conto de fadas moderno que narra o di-a-dia de uma moça que tece.Nada lhe falta, passa seus dias a tecer com cuidado e amor ao trabalho que executa.A moça usa seu tear para expressar seus sentimentos, através das cores das linhas a moça tece a vida e seus humores.É feliz em seu ofício e tece tudo que sua imaginação lhe permite.Os dias passam e nada lhe falta, porque tece tudo de que necessita,leite, peixe...Porém chega um tempo em que começa a se sentir sozinha e começa sentir necessidade de uma companhia, um marido a seu lado.Imediatamente pega os fios e começa a tecer o marido imaginário com que sonha.Com cuidado escolhe os fios mais bonitos e delicados e inicia a sua grande obra.O marido imaginado ganha chapéu, corpo e rosto bem desenhados e um belo par de sapados bem engraxados. Terminada a obra, a porta de sua casa se abre, e eis que que surge o marido esperado.Feliz a moça tecelã dorme no ombro do companheiro e sonha com os lindos filhos que teriam.Ela foi muito feliz por algum tempo, porém os propósitos de seu amado eram diferentes dos seus. Ao invés de filhos ele queria uma casa melhor, maior e mais bonita, e exigiu que a esposa logo começasse a tecê-la. Terminada a casa o marido quis um palácio com arremates de prata.A moça tecelã dedicou semanas e meses na construção do tal palácio, sem tempo sequer para ver a luz do dia. Pronto o palácio o marido exigiu que ele tivesse uma torre bem alta para abrigar a esposa em seu ofício de tecer. Encerrada na mais alta torre do palácio a moça tecia e entristecia.Seus pensamentos se voltaram para o passado, para a casa simples em que vivia e para todas as coisas boas que um dia teve.Chegando à noite a moça resolve destecer o marido e puxa o primeiro fio e antes que ele acorde já estava destecido completamente.A moça tecelã volta a sua vida simples e feliz de tecer com simplicidade e alegria seus sonhos de mulher.

DITADO PELAS CRIANÇAS

Numa das minhas andanças pelos blogs de alfabetização encontrei este texto interessantíssimo. Sugiram que visitem o blog: http://www.sandrabozza.com.br/

O ditado pelas crianças... como seria? Eu escriba?

(Sandra Bozza)
Quando as crianças ditam e você escreve há uma oportunidade especial para que MUITOS conteúdos de Língua Portuguesa sejam mediados com tranqüilidade. Para isso é preciso:

a) selecionar pequenos textos (ou versos, adivinhas de duas linhas) que eles saibam de cor;

b) organizar o ditado para que todos ditem em conjunto e em tom de voz bem audível;

c) vc escrever falando em voz alta e ajustando a FALA à ESCRITA;

d) ler, apontando, o que já escreveu e reorganizar a parte que ainda precisa ser ditada pelos alunos.

e) Para concluir, encaminhar a leitura com toda a turma, diversas vezes e até colocá-los em situação de leitura individual, se for o caso (se o desenvolvimento das cças permitir).

Esse tipo de encaminhamento sistematiza os seguintes conteúdos de Língua:

Função social da escrita (escreve-se para alguém ler, com determinada intenção)

Relação oralidade/escrita (a linguagem falada pode ser representada pela escrita)

Idéia de representação (há várias formas de se representar as idéias e os objetos, mas a escrita representa os sons da fala e não os bjetos/idéias que as palavras representam)

Escrita como sistema de representação (a linguagem escrita não se caracteriza apenas como a transcrição gráfica da fala, é articulada através de convenções específicas, símbolos que formam um complexo sistema)

Alfabeto como conjunto de símbolos próprios da escrita (com apenas 23 letras – além do K,Y,W - combinadas apropriadamente é possível escrever qualquer palavra)

Outros sinais da escrita: os diacríticos - acentuação, sinais gráficos e de pontuação (além das letras, o sistema de escrita utiliza outros símbolos para veicular idéias adequadamente)

Relação grafema/fonema (como se combinam letras e sons)

Direção da escrita (escreve-se, geralmente, da esquerda para a direita e de cima para baixo)

Espaçamento entre as palavras (as palavras escritas, contrariamente à oralidade, necessitam de um espaço entre si)

Unidade temática (todas as partes do texto estão relacionadas entre si e com uma unidade de sentido maior: a intenção, o tema, o assunto)