terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um convite à superação!

Este é um daqueles textos que alguém, despretensiosamente, cola no mural da sala dos professores.  Muitos passam por ele sem perceber a oportunidade de reflexão que ele proporciona. Ele me fisgou! Por isso estou compartilhando, na expectativa que ele nos faça pensar e mudar se necessário!




A ARROGÂNCIA POR PARTE DE QUEM  TEM MÉRITO NOS PARECE  MAIS  OFENSIVA QUE A ARROGÂNCIA DE QUEM NÃO O TEM : O PRÓPRIO MÉRITO É OFENSIVO.

Com este aforismo, Nietzsche faz referência ao perigo da comparação, com a qual sempre perdemos.

A comparação e a inveja que a acompanha reflete uma admiração mal administrada, que, em vez de ajudar na superação pessoal, acaba agindo como um obstáculo à nossa capacidade.



Esse sentimento, definido como "desgosto pela alegria alheia" faz com que o invejoso tenha dificuldade de se relacionar de forma positiva com o que o cerca, já que as pessoas que ele inveja costumam ser muito próximas.



Para combater a inveja, os psicólogos recomendam que deixemos de encarar a prosperidade alheia como algo que nos deprecia.  O sucesso de um companheiro de trabalho não significa nosso fracasso.  Ao contrário, nos mostra o caminho que devemos percorrer.


Quando substituímos a inveja pelo desafio, os méritos e as qualidades dos outros se transformam em um convite para nossa superação.

A melhor comparação é a que fazemos com nós mesmos, de onde estamos, podemos aspirar à conquista do lugar que gostaríamos de ocupar.

                   

          (Allan Percy).  

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O desafio de ensinar a ler: Atividades que possibilitam a aquisição da leitura

Elaborei este material para uma oficina que ofereci no município de Mesquita em 2010.

[1]Mônica Valéria Pinheiro


Leitura de Letras

1.   Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.

Leitura de Palavras:

1.   Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.

2.   Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.

3.   Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e  D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.

4.   Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.

5.     Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.

Leitura de frases:

1.   Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.

Leitura de Texto:
1.     Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.
2.     Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.



[1] Monica Valéria Pinheiro é licenciada em Pedagoga pela UERJ e Especialista em Supervisão Educacional pela FIJ. Atualmente é Supervisora Educacional da rede FAETEC e professora Alfabetizadora da rede Municipal de Nova Iguaçu.  Também atua como formadora de Alfabetização e Linguagem nos cursos de Formação Continuada para Séries Iniciais no município de Mesquita

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Lago de Leite

Utilizei este texto na reunião do Conselho de Pais para provocá-los a participar ativamente na comunidade escolar. 

Um Rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite. Então pediu para que cada um de seus súditos levasse apenas um copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido.

O Rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi a sua surpresa no outro dia pela manhã quando viu o lago cheio de água e não de leite.

Consultou o seu conselheiro que o informou, que as pessoas do povoado tiveram todas o mesmo pensamento:
"No meio de tanto copo de leite, se só o meu for de água, ninguém vai notar"

O Homem Feliz

Narra antiga lenda, 
que certa vez um rei adoeceu gravemente
e à medida que o tempo passava seu
estado piorava. Os médicos tentaram de tudo, mas
nada parecia funcionar. Estavam a ponto de perder
a esperança quando a velha criada falou:
- Eu sei uma forma de salvar o rei. Se vocês puderem
encontrar um homem feliz, tirar-lhe a camisa e
vesti-la no rei, ele se recuperará.
Ao ouvir tal afirmativa, o rei enviou seus mensageiros
a todos os cantos do reino a procura de um homem feliz.
Eles cavalgaram por todos os lugares e não encontraram
um homem feliz. Ninguém estava satisfeito; todos tinham
uma queixa a fazer.
"Aquele alfaiate estúpido fez as calças muito curtas!
Ouviram um homem rico dizer."
"A comida está péssima, este cozinheiro não
consegue fazer nada direito!" - Outro reclamava.
"O que há de errado com os nossos filhos?
Resmungava um pai insatisfeito."
"O teto está vazando!"
"A situação financeira está péssima"
"Será que o Rei não pode dar um jeito nessa situação?"
Essas e outras tantas queixas eram o que os mensageiros
do rei ouviram por onde passaram. Se um homem era rico,
não tinha o bastante; se não era rico, era culpa de alguém.
Se era saudável, havia uma sogra indesejável em sua vida.
Se tinha uma boa sogra, a gripe o estava infelicitando.
Enfim, naquele reino todos tinham algo do que reclamar.
O rei já tinha perdido a esperança de ficar bom, quando
numa noite, seu filho cavalgava pelos campos e, ao passar
perto de uma cabana ouviu alguém dizer:
"Obrigado Senhor! Concluí meu trabalho diário e ajudei
meu semelhante. Comi meu alimento, e agora posso
deitar-me e dormir em paz.
O que mais poderia desejar, Senhor?"
O príncipe exultou de felicidade por ter, finalmente,
encontrado um homem feliz. Retornou e mandou que seus
homens fossem até lá e levassem a camisa do homem ao rei e
lhe pagassem o quanto pedisse.
Mas quando os mensageiros do rei entraram
na cabana para despir a camisa do homem feliz, descobriram
que ele era tão pobre que sequer possuía uma camisa.

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte !

Indira Mahatma Gandhi

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Jacaré e o Sapo

À maneira dos... chineses
O Jacaré e o Sapo nadavam em paz no Grande Lago Tsé-Chuin, quando o sábio Oi-Ti-Sin gritou da margem:
- Ei, Jacaré, o Tai-Kum acaba de decretar que de hoje em diante é permitido de novo matar e comer qualquer animal com rabo. Olha, vem aí o barco de xogum!
O Jacaré imediatamente pôs em movimento suas poderosas patas, gritando:
- Trepa nas minhas costas, Sapo, que eu te salvo.
Mas o sapo continuou nadando tranqüilo, dizendo:
- Ué, e eu lá tenho rabo? – e foi se aproximando, destemeroso, do barco de pesca, facilitando ser apanhado pela rede que os pescadores atiravam. E, ao se sentir preso, pôs-se a gritar:
- Me soltem, me soltem! Eu não tenho rabo! Eu não tenho rabo!
Mas o Jacaré, protegido por trás de uma pedra, invectivou:
- Nossas leis têm efeito retroativo, idiota! Você não tem rabo, mas teve, quando era girino.
MORAL: Quem já teve rabo tem que se prevenir.

O Abridor de Latas


                                                       
Pela primeira vez no Brasil um conto escrito inteiramente em câmera lenta.

Quando esta história se inicia já se passaram quinhentos anos, tal a lentidão com que ela é narrada. Estão sentadas à beira de uma estrada três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, uma tartaruga velha com 1.200 anos, e uma tartaruga bem pequenininha ainda, com apenas 85 anos. As cinco tartarugas estão sentadas, dizia eu. E dizia-o muito bem pois elas estão sentadas mesmo. Vinte e oito anos depois do começo desta história a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:
- Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia dessa vida?
- Formidável - disse a tartaruguinha mais nova 12 depois - vamos fazer um pique-nique?
Vinte e cinco anos depois as tartarugas se decidiram a realizar o pique-nique. Quarenta anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinha e várias dúzias de refrigerante, elas partiram. Oitenta anos depois chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um pique-nique.
- Ah - disse a tartaruguinha, 8 anos depois - excelente local este!
Sete anos depois todas as tartarugas tinham concordado. Quinze anos se passaram e, rapidamente elas tinham arrumado tudo para o convescote. Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.
Discutiram e, ao fim de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas.
- Está bem - concordou a tartaruguinha três anos depois - mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.
Dois anos depois as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.
Passaram-se cinqüenta anos e a tartaruga não apareceu. As outras continuavam esperando. Mais 17 anos e nada. Mais 8 anos e nada ainda. Afinal uma das tartaruguinhas murmurou:
- Ela está demorando muito. Vamos comer alguma coisa enquanto ela não vem?
As outras concordaram, rapidamente, dois anos depois. E esperaram mais 17 anos. Aí outra tartaruga disse:
- Já estou com muita fome. Vamos comer só um pedacinho de doce que ela nem notará.
As outras tartarugas hesitaram um pouco mas, 15 anos depois, acharam que deviam esperar pela outra. E se passou mais um século nessa espera. Afinal a tartaruga mais velha não pôde mesmo e disse:
- Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.
Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu:
- Ah, murmurou ela - eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora não vou buscar mais o abridor, pronto!
Fim (30 anos depois)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Prova: um momento privilegiado de estudo – não um acerto de contas

Estou lendo este livro de Vasco Moretto e estou adorando!
Vasco faz uma abordagem simples, clara e contundente deste tema tão intrigante.  Quem nunca questionou o uso de provas? Quem nunca o defendeu?  Nem vilã, nem mocinha.  A prova é tratada, pelo autor, como um momento privilegiado de estudo, e para isso, apresenta uma série de exemplos negativos e positivos que nos fazem refletir sobre a construção, o valor e o uso deste instrumento.
Ainda nem terminei a leitura e já estou indicando!
Vale a pena conferir!


Vasco Pedro Moretto – Mestre em didática das ciências pela universidade Laval, Québec, Canadá. Licenciado em física pela Universidade de Brasília – UNB. Especialista em Avaliação Institucional pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Diretor da VASCO MORETTO consultorias educacionais S/C Ltda. Autor da coleção física hoje (3 volumes), Editora Ática, para o ensino médio. Autor de: Construtivismo, a produção do conhecimento em aula, DP&A Editora, 2000; Prova, um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas, DP&A Eitora , 2001.