quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cardápio de Leitura: Opções para despertar o prazer de ler - Tarde

A oficina Cardápio de Leitura: Opções para despertar o prazer de ler, oferecida no turno da  tarde pelas cursistas Regina, Maria Luzia, Marilti e Cássia, gerou muito interesse pelas ténicas de incentivo à leitura por elas apresentadas.








Parabéns, meninas!

Cardápio de Leitura: Opções para despertar o prazer de ler




A oficina: "Cardápio de Leitura: Opções para despertar o prazer de ler", oferecida no turno da manhã, foi um arraso! As cursistas Márcia, Ester, Arlete, Simone, Andréa e Céia esbanjaram criatividade  e apresentaram um riquíssimo cardápio com opções criativas de atividades visando o despertamento pelo prazer de ler.












Parabéns, meninas!

Jogando com as Hipóteses de Escrita

A oficina "Jogando com as hipóteses da escrita" foi um sucesso!
As cursistas demonstraram muita habilidade e criatividade ao apresentar alguns jogos como aliados no processo de alfabetização em propostas que possibilitam o avanço nas  hipóteses de escrita.
Parabéns, Meninas!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Explorando o Dicionário nas práticas pedagógicas

Esta oficina, oferecida no turno da manhã, foi ministrada pelas cursistas Nanci, Marilene Oliveira, Sônia Martins, Carmem e Rute, que apresentaram, por meio de atividades práticas, sugestões de utilização do dicionário em sala de aula.



Leitura Deleite

Alguns recursos utilizados
 Parabéns, queridas!


Seminário Final do Pró-Letramento

No último dia 07 aconteceu, no município de Mesquita, o Seminário Final do Pró-Letramento de Alfabetização e Linguagem e de Matemática.


Foi um grande evento que reuniu aproximadamente 450 professores, distribuídas em dois turnos.

O Seminário contou com a presença da Secretária de Educação, Maria Fátima de Souza Silva, da coordenadora técnica do Ensino Fundamental, Profª Ana Lucia Gomes de Souza e foi conduzido pelas tutoras Mônica Pinheiro (Linguagem) e Luciana Melo (Matemática).

Após cerimonial, os professores participaram de oficinas oferecidas por grupos de cursistas.

Em seguida tivemos uma plenária com depoimentos de representantes das oficinas e a cerimônia de certificação.



Foi um dia memorável!

Parabéns a todos os cursistas!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Seminário Final do Pró-Letramento Alfabetização e Linguagem e Matemática


No dia 7 de outubro acontecerá em Mesquita o Seminário de encerramento do curso de formação continuada Pró-Letramento tanto de Alfabetização e Linguagem como de Matemática, turmas 2009/2010.
Na ocasião serão oferecidas aos professores da rede municipal de Mesquita, diversas oficinas ministradas pelos cursistas.
As inscrições para as oficinas poderão ser feitas no seguinte endereço: www.jornadamesquita.blogspot.com
Os cursistas concluintes serão certificados no final do evento.

PARABÉNS A TODOS OS CURSISTAS!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A GENTE SE ACOSTUMA

Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.



A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor.
E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. 
A tomar café correndo porque está atrasado. 
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita.
E a lutar para ganhar com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes.
A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. 
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam à luz natural.
Às bactérias de água potável.
À contaminação da água do mar.
À morte lenta dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. 
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.


Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana
E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele.
Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.