sábado, 27 de setembro de 2014

Possibilidades Pedagógicas e Sequência Didática

A Lua dentro do coco - Sérgio Capparelli

Possibilidades Pedagógicas

Matemática:
  • Sólidos Geométricos
  • Medida de volume - Litro, mililitro
  • Medidas de comprimento (centímetro e metro)
  • Quantidade (pouco, muito);
Linguagem - Língua Portuguesa:
  • Rimas
Ciências:
  • Animais
  • Frutas

Sequência Didática


1. Realizar a leitura da história "A lua dentro do coco" de Sergio Capparelli;
2. Propor o reconto da história pelos alunos;
3. Propor que os alunos baam palmas cada vez que perceberem as rimas do texto
4. Propor a ilustração da história;
5. Propor atividades envolvendo animais e frutas:
  • Produção de leistas de frutas e de animais;
  • Exploração das características dos animais (mamíferos, répteis e etc);
  • Alimentação dos animais;
  • Produção de lista de frutas;
  • Exploração das características das frutas ( cor, sabor, textura, forma, tamanho, peso e etc);
6. Apresentar sólidos geométricos associando-os a cenas da história;
7. Realizar a estimativa da quantidade de água dentro do coco relacionando-a às medidas de capacidade;
8. Encerrar a sequência servindo uma deliciosa salada de frutas.

Atividade elaborada e apresentada no 2º Seminário PNAIC Matemática em Nova Iguaçu, RJ - 2014, pelas professoras: Sandra Helena Moreno Lopes, Débora Lucia da Silva Fernandes e Giselle Gomes da Costa

Orientadoras de Estudos:
Mônica Valéria Pinheiro e Jaqueline Ornelas

Possibilidades Pedagógicas e Sequência Didática

A Festa no Céu



Atividade elaborada e apresentada no 2º Seminário PNAIC Matemática em Nova Iguaçu, RJ - 2014, pelas professoras:Carine Guedes, Milca dos Reis, Simone de Jesus, Márcia Bucci, Ana Cláudia e Simone Correa.

Orientadoras de estudos:
Mônica Valéria Pinheiro e Jaqueline Ornelas.


Possibilidades Pedagógicas

Matemática:

  • Pesos e Medidas - estimar o peso do violão com e sem a tartaruga, distância percorrida até o céu e na queda.
  • Velocidade - subida e descida
  • Maior e Menor
  • Medida de tempo - dia/noite - Calendário

História:

  • Linha do tempo - o antes e o depois da tartaruga; sequência dos eventos.

Ciências:

  • Modo de locomoção dos animais
  • Tipo de alimentação
  • Habitat

Geografia:

  • Localização

Temas Transversais:

  • Valores - amizade, mentira e seus efeitos, solidariedade e etc

Língua Portuguesa:

  • Listas de convidados
  • Listas de animais que voam e que não voam
  • Ordem Alfabética
  • Ortografia
  • Sílabas iniciais e finais dos nomes dos animais
  • Jogo da memória

Sequência Didática


1. Realizar a Leitura Deleite do texto: A Festa no Céu - Angela Lago
2. Listar com o auxílio dos alunos os nomes dos animais que participaram da festa
    • Listar os animais que voam/não voam
    • Listar os nomes dos alunos
    • Ordenar alfabeticamente as listas produzidas
3. Propor estimativas:
    • Dos aimais mais leves/pesados;
    • Dos animais que caberiam dentro do violão (maior/menor);
    • Da duração do dia e da noite  e da duração da festa
4. Explorar medidas de tempo, propondo a leitura das horas no relógio analógico e digital
5. Explorar medidas de distância - cm, m e km.

Sequência Didática

Só um Minutinho - Yugi Morales


Capa do Livro

Professora Jussara Monteiro realizando a Leitura Deleite.

Possibilidades Pedagógicas

  • Matemática - medida de tempo
  • Português - Linguagem
  • Artes - Confecção de Relógios
  • Ciências - Ciclo vital

Sequência Didática

Depois de ler a história perguntar se eles acham que realmente se passou um minutinho entre os eventos narrados. A partir da resposta indagar se sabem o que é um minuto.  Reler o livro e pedir que marquem quantos minutos aparecem na história, bem como, perguntar quando o esqueleto aparece e quando ele vai embora.
Montar com a turma um relógio e explicar sua funcão e como o lemos. Deixar que as crianças criem possibilidades da mudança de tempo.
Em seguida, introduzir que temos os dias e as noites e as questões referentes à passagem do tempo. Mostrar que o tempo passa para todos e temos um ciclo vital. Perguntar em qual estágio da vida eles acham que a vovó está e a partir disso explicar o ciclo da vida.  Pedir que cada criança faça uma linha do tempo do estágio da própria vida e como eles imaginam o futuro.

Atividade elaborada e apresentada no 2º seminário PNAIC Maatemática em Nova Iguaçu, RJ - 2014, pelas professoras: albaniza Alves Areias, Maria Helena F. Santos, Edna Andrade e Jussara Azevedo de Moura Monteiro.

Orientadoras de Estudos:
Mônica Valéria Pinheiro e Jaqueline Ornelas

Advinha Quanto Eu Te Amo

Possibilidades Pedagógicas do Texto Literário




Lista de possibilidades pedagógicas elaborada e apresentada no 2º Seminário PNAIC/Matemática em Nova Iguaçu, RJ - 2014, pelas professoras: Rosângela Marques de Lima; Kátia N. R. Silva; Rosimeri Souza e Joseli Maria Silva de Lima

Orientadoras de Estudos:
Mônica Valéria Pinheiro e
Jaqueline Ornelas

Sequência Didática

Professora Kátia N.R. da Silva realizando a Leitura Deleite

  1. Leitura Deleite: Advinha Quanto Te Amo - Sam Mc Bratney
  2. Destaque do título e autor
  3. Ilustração da capa
  4. Proposta de atividades nas diversas áreas do conhecimento
    • No campo da Linguagem ( Lingua Portuguesa):
      • Concreto e abstrato - sentimento se mede? É palpavel? Outros sentimentos (como e onde medir);
      • Relacionar sentimentos de acordo com as expressões - corência e coesão;
      • Antônimos
      • Aumentativos e diminutivos
      • Verbos - registro das ações após vivenciá-las
    • No campo da Maatemática
      • Medida de tempo - representar no relógio a hora de dormir
      • Unidades de Medidas - cm, m e km relacionando-os às situações do livro
      • Largura/Altura/Comprimento
      • Relação Posicional
    • No campo das Ciências Biológicas
      • Dia e noite - percepção de tempo
      • Esquema corporal - Partes do corpo


O Grande Rabanete - Tatiana Belinky




Sequência Didática Interdisciplinar a partir de Texto Literário elaborada e apresentada no 2º Seminário PNAIC/Matemática - Nova Iguaçu - 2014 pelas professoras: Samanta C. A. Pereira, Leila Lima, Paula Brandão Campos, Sulamita de O. Duarte e Elaine ferreira Soares Dario

Orientadoras de Estudos: 
Jaqueline Ornelas e Mônica Valéria Pinheiro






  1. Leitura Deleite do livro "O grande Rabanete" de Tatiana Belinky
  2. Interpretação Oral da história (recontagem, ordenação dos personagens, quantificação dos personagens)
  3. Registro dos personagens e sua comparação, utilizando como parâmetro o tamanho.
  4. Escrita do nome dos personagens e comparação da quantidade de letras e sílabas de cada nome, possibilitando o conflito entre o tamanho do nome e o ser nomeado. Exemplo: O nome vovô é pequeno, enquanto o vovô é grande. Já minhoca é um nome grande para um ser tão pequeno.
  5. Resgate do momento em que o vovô percebe o crescimento do rabanete (pág. 8 e 9);
  6. Conrsa dirigida sobre os tipos de vegetais (quais são da horta, pomar e jardim) para situar o rabanete.
  7. Atividade prática: plantio da semente de feijão no copinho de café com registro diário do seu desenvolvimento.
  8. Levar um rabanete para a sala e como na página 28 e 29, dividí-lo em partes iguais. comparar o tamanho do rabanete inteiro e do rabanete cortado.

Outras possibilidades de trabalho interdisciplinar:

  • No campo da Linguagem ( Língua Portuguesa)
    • Composição e decomposição de palavras do texto
    • Lista de personagens 
    • Ordenação alfabética
    • Sequencia dos fatos
    • Pesquisar em família receitas com rabanete
  • No campo da Matemática
    • Frações
    • Divisão em partes iguais
    • Relação um a um/Pareamento
    • Situações problema 
  • No campo das ciências
    • Listar outros legumes com as mesmas características do rabanete
    • Produção de ficha técnica do rabanete
  • No campo das Artes
    • Construção de máscaras dos personagens
    • Dramatização da história


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Encontrei esta atividade no site da Acrilex e amei.  Já trabalhei com este livro e me rendeu atividades maravilhosas que estimularam o desejo de ler.
Vale a pena visitar o site!

Recontando uma história com Tangram

Atividades: Confecção dos personagens da história (gatos) com Tangram.

Objetivos: 
a) Conhecer uma história e seus personagens, refletir sobre ela.
b) Confeccionar os personagens criativamente, utilizando-se do Tangram.
c) Recontar a história com os personagens (tetro de fantoches).

Desenvolvimento:
a) Mostre aos alunos um Tangram (quadrado dividido em sete partes). Fale sobre as formas o compõe (triângulos, quadrado e trapézio). Fale sobre a história do Tangram e mostre os tipos de Tangram que existem.
b) Divida os alunos em grupos e peça que criem com o Tangram (quadrado dividido em 7 partes). Socializar.
c) Vão aparecer: gatos, cachorros, pessoas, casas, barcos, peixes, etc.
d) Leia o livro: “Era uma vez um gato xadrez” de Bia Villela. Converse com as crianças sobre a história.
e) Proponha que façam os gatos da história (preto, branco, vermelho, amarelo, verde, azul, colorido, xadrez, etc).
f) Recontem a história mostrando os personagens de acordo com o desenrolar dela. Conversem sobre a atividade.
g) Sugira aos grupos que escolham outras histórias, leiam, selecionem os personagens, recriem com Tangram e apresentem aos demais grupos.
h) Conversem sobre todo o processo desde o início: o conhecimento da história do Tangram, os tipos de Tangram que foram criados, as possibilidades de criação, a releitura da história “Era uma vez um gato xadrez”, a releitura de outras histórias, enfim, falem sobre tudo o que aprenderam com esse projeto.

Técnicas trabalhadas / Materiais utilizados:
- Gatos – Recorte e colagem em EVA – EVA, Cola para EVA e isopor, Crystal cola, Big Canetas Hidrográficas e Verniz Acrilfix. 

“Era uma vez um gato xadrez” – Confecção dos personagens da história 


Materiais:  EVA de várias cores, Cola p/ EVA e isopor, tesoura, Tangram (molde em cartolina), Crystal cola, Big Canetas Hidrográficas, Verniz Acrilfix, olhos móveis e tesoura.

Modo de fazer:

a) Recorte os quadrados (gatos de Tangram), um de cada cor conforme diz a história.
b) Recorte cada quadrado em 7 partes (Tangram).
c) Crie cada gato em uma posição. 
d) Cole as partes sobre EVA preto, utilize a Cola para EVA da Acrilex. Espere secar e recorte deixando uma borda.
e) Cole os olhos móveis e as boquinhas dos gatos.
f) Faça texturas nos gatos utilizando Crystal cola.
g) Gato marrom – Pinte o EVA branco com Big Caneta Hidrográfica marrom. Espere secar e borrife o Verniz Acrilfix da Acrilex para fixar a tinta. Depois, recorte as partes do gato (Tangram).
h) Gato colorido – Pinte o EVA branco com Big Canetas Hidrográficas, cada pedaço de uma cor. Espere secar e borrife o Verniz Acrilfix da Acrilex para fixar a tinta. Depois, recorte as partes do gato (Tangram).
i) Gato xadrez – Sobre o EVA branco faça linhas paralelas com as Big Canetas Hidrográficas repetindo duas cores. Em seguida, faça linhas perpendiculares ou obliquas às linhas que já existem. Depois de pronto o xadrez, proceda da mesma forma, recorte as partes, cole sobre o EVA preto, recorte deixando uma moldura, cole os olhos e boca.
j) Fantoche – Cole cada gato num palito de churrasco e, atrás, cole ou escreva o texto com marcador permanente. Você lê o texto mostrando o fantoche para as crianças.


Era uma vez um gato xadrez – Bia Villela

ERA UMA VEZ
UM GATO XADREZ.
CAIU DA JANELA
E FOI SÓ UMA VEZ.


ERA UMA VEZ UM GATO AZUL.
LEVOU UM SUSTO E FUGIU PRO SUL.


ERA UMA VEZ
UM GATO VERMELHO.
ENTROU NO BANHEIRO
E FEZ CARETA NO ESPELHO.


ERA UMA VEZ
UM GATO AMARELO.
ESQUECEU DE COMER
E FICOU MEIO MAGRELO.


ERA UMA VEZ
UM GATO VERDE.
ELE ERA PREGUIÇOSO
E FOI DEITAR NA REDE.


ERA UMA VEZ
UM GATO COLORIDO.
BRINCAVA COM OS AMIGOS
E ERA MUITO DIVERTIDO.


ERA UMA VEZ
UM GATO LARANJA.
FICOU DOENTE
E SÓ QUERIA CANJA.


ERA UMA VEZ
UM GATO MARROM.
OLHOU PRA GATA
E FEZ “ROM ROM”


ERA UMA VEZ
UM GATO ROSA.
COMEU UMA SARDINHA
DELICIOSA.


ERA UMA VEZ
UM GATO PRETO.
ERA TEIMOSO
E BRINCOU COM O ESPETO.


ERA UMA VEZ
UM GATO BRANCO.
ERA TÃO SAPECA
QUE PULOU DO BARRANCO.


ERA UMA VEZ
UM GATO XADREZ…
QUEM GOSTOU DESTA HISTÓRIA
QUE CONTE OUTRA VEZ…


Ivete Raffa
Arte educadora e Pedagoga

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Muito bom este site com brincadeiras de todas as regiões do Brasil.
Um excelente acervo para brincar com crianças das séries iniciais.


mapadobrincar



O Mapa do Brincar é uma iniciativa da Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo.

Lançado em maio de 2009, o projeto convidou crianças de todo o país a contar quais são suas brincadeiras de hoje. Um dos objetivos era descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar das várias regiões do país. 
De maio a julho, a Folhinha recebeu 10.204 inscrições de crianças das cinco regiões do país, com participação maior do Sul e do Sudeste.

Em alguns Estados, a equipe da Folhinha também coletou brincadeiras diretamente com as crianças, mas sempre preservando os relatos infantis.

Todo esse material enviado (ou coletado) foi lido e analisado por uma equipe de especialistas na área do brincar.

E, do conjunto de textos, desenhos, fotos e até vídeos enviados pelos brincantes, 550 brincadeiras foram selecionadas para este site. Cada brincadeira traz a indicação de sua origem, o que não quer dizer que ela seja só daquele lugar. A origem indica a cidade em que mora o participante que mandou a brincadeira.

Devido à extensão do país e ao rico repertório de brincadeiras das crianças, no entanto, há ainda muito o que mapear.

Por isso, se você conhece brincadeiras (ou variações) da sua região que não estejam no Mapa do Brincar, envie o material para mapadobrincar@uol.com.br. Você também pode enviar memórias do brincar em outras décadas e termos para o glossário das brincadeiras.

Boa brincadeira!

Acesse o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Breve lançamento!


Em breve estarei lançando meu primeiro livro!


Há tempos tenho acalentado o desejo de produzir um livro que auxilie professores alfabetizadores na complexa tarefa de alfabetizar.
Muito se tem falado em letramento. Eu mesma sou uma defensora de que é preciso ir além da alfabetização, como propõe Ana Teberosky (1997). Mas é preciso reconhecer que com toda esta ênfase em letrar temos descuidado da alfabetização inicial.  Tenho visto e acompanhado o trabalho de muitos professores  alfabetizadores que, simplesmente, não dão conta do que Magda Soares (2002), chama de aquisição da tecnologia do ler e do escrever. Imersos no ideal de letrar, se esquecem que é preciso um trabalho sistemático de apropriação do sistema de escrita alfabética, como afirmam Albuquerque, Moraes e Ferreira (2008), para que bons níveis de letramento sejam garantidos e ampliados.
Atividades que envolvam contagem de letras de palavras, partição escrita de palavras em letras, partição escrita de palavras em sílabas e comparação de palavras quanto à presença de sílabas iguais/diferentes, identificação de sílabas com ou sem correspondência escrita, identificação de rima/aliteração com ou sem correspondência escrita são alguns exemplos de práticas sistemáticas de alfabetização.
Neste livro, além da fundamentação teórica, proponho atividades com jogos como estratégia de alfabetização e apresento uma coletânea de jogos inéditos que podem ser confeccionados pelos professores.
Todos estes jogos, produzidos ao longo de minha experiência como alfabetizadora, são acompanhados de uma ficha didática para que os professores saibam quais os mecanismos acionados para favorecer a apropriação do sistema de escrita alfabética.
Meu desejo é que esta seja mais uma ferramenta de auxílio ao professor no processo de alfabetização.
Em breve estarei divulgando o livro e o contato para aquisição do mesmo.
Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As "desaprendizagens" do professor

As ações de nós professores em sala de aula baseiam-se, há séculos, em crenças fortemente sedimentadas. Essas crenças alimentam o que podemos chamar “hábitos de resistência” a uma mudança mais profunda em nosso fazer. Tal resistência nada mais é do que o sinal claro de que não sabemos outra forma de caminhar. Temos que desaprender. As desaprendizagens de hábitos, há muitos séculos enraizados por parte do professor, passam, necessariamente, pela mudança das crenças limitantes que alimentam “tais raízes”



Quer saber mais?
Leia esta matéria na íntegra no sítio: www.appai.org.br/revistaappaieducar

O Papel da cópia


Delia Lerner

Escrever não é copiar. Sabemos hoje que a cópia não é a chave que abre as portas da escrita. Sabemos que aprendemos a escrever escrevendo (produzindo textos baseados nas próprias hipóteses, refletindo e discutindo sobre elas) elendo, esforçando-se para interpretar o que outros escreveram convencionalmente. Faz sentido, então, incluir a cópia nas atividades escolares?

Sim, porque a cópia é uma prática a que todos recorremos fora da escola, quando queremos guardar uma receita, a letra de uma música, certa idéia de um autor.

Sim, porque a cópia implica uma intensa atividade intelectual. Não é uma reprodução mecânica (por isso, o resultado nem sempre é idêntico ao modelo). Só podemos copiar aquilo que, de algum modo, conhecemos: uma coisa é copiar um parágrafo escrito em um idioma conhecido e outra é copiá-lo em um idioma desconhecido. Copiar requer saberes específicos. Quando copiam, as crianças usam tudo o que sabem para que o texto fique o mais parecido possível com o original. Copiar pode ser, então, um desafio.

A cópia pode ajudar na aprendizagem quando contribui para a aquisição de uma forma fixa que será fonte de informação para produzir outras escritas; quando o aluno está escrevendo e busca numa palavra conhecida uma parte que serve para escrever outra palavra (para “livro”, pode procurar “li” em “limão”, por exemplo); quando elabora a ficha de um livro para a biblioteca e precisa localizar o título e o nome do autor; quando quer citar um verso de um poema ou uma frase de um personagem; quando se propõe a copiar um texto para conservá-lo ou enviá-lo a um destinatário.

Se reconhecermos que a cópia é somente uma das atividades que contribuem para a aquisição da escrita, se a incluirmos como recurso para resolver problemas de produção, se não esperarmos que o resultado seja cópia fiel do modelo e apreciarmos as diferenças como expressão da atividade intelectual das crianças no processo de reprodução, então podemos dar lugar à cópia no processo de alfabetização.
Delia Lerner é profesora titular do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Buenos Aires. 
Publicado em 22/07/2008

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Como analisar os resultados das estratégias de avaliação?
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
O QUE FOI APRENDIDO Um bom diagnóstico das aprendizagens mostra o que a criança já sabe e o que falta aprender. Você vai ver que, dentro de um conteúdo, as dúvidas não são tão diferentes.
Em relação especificamente às provas, uma boa dica é ler de uma vez a resposta de todos a uma mesma questão. É importante fazer anotações sobre as dificuldades encontradas: quem errou, por quê, como, as ideias apresentadas sobre o assunto, quais os equívocos mais comuns etc. Tabular esses dados ajuda a definir em que investir mais força, o que retomar coletivamente e o que trabalhar em pequenos grupos (leia mais no quadro abaixo). Ao analisar cadernos, portfólios e trabalhos de casa, você tem um retrato dos diferentes momentos de avanço da turma - o que é fundamental para enxergar exatamente onde está a dificuldade de cada um em compreender o conteúdo e para eleger as estratégias que ajudarão todos a superar os problemas.

Nas situações do dia a dia na sala de aula e nas tarefas de casa, é possível checar se problemas detectados no desempenho em provas se confirmam. "É comum as crianças não saberem utilizar nos testes o conhecimento que têm", ressalta Rosa Maria Antunes de Barros, coordenadora pedagógica da Escola Castanheiras, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e autora de um estudo sobre grupos de apoio em escolas. Se numa atividade um aluno soube fazer algo e nas outras não, é indicativo de que ele domina parte do conteúdo, mas não está seguro disso. É imprescindível falar com ele, escutar quais são suas hipóteses, verificar até onde chegou e quanto avançou desde a última atividade.

Diagnóstico
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
 Publicado em NOVA ESCOLA Edição 235SETEMBRO 2010. Título original: Sim, ele pode aprender

sexta-feira, 2 de março de 2012

A reunião dos ratos

 Tenho pensado muito sobre nosso papel como professores alfabetizadores.  Pensado nas dificuldades que encontramos para realizar um bom trabalho e nas soluções que todos nós temos na ponta da língua para o analfabetismo funcional. E tenho me perguntado:  Estou disposto a remar contra a maré? Disposto a fazer a minha parte? Disposto a arriscar meu pescoço para defender um processo de alfabetização que dê conta não apenas de alfabetizar, mas também de letrar?Leia a fábula a seguir e pense nisso também?



A reunião dos ratos
Luciana Beatriz
Os ratos de determinada casa não aguentavam mais aquela situação: um gato estava caçando e matando todos os seus parentes. Resolveram, pois, marcar uma reunião para planejar uma maneira de se livrarem do animal. Muitos ratos apareceram e a reunião foi longa. Várias ideias foram apresentadas, contudo, nenhuma parecia boa o bastante para acabar com o problema. Por fim, um ratinho deu um passo à frente e disse:
— Um dos motivos para esse gato fazer tantas vítimas é o fato de não percebermos quando ele está se aproximando, não é?
— Sim, ele é muito sorrateiro. Mas o que isso tem a ver com a solução?
— Esse é o ponto crucial! Precisamos saber quando o gato está vindo em nossa direção. E se amarrássemos um guizo no pescoço dele? Assim, quando ele for atacar, já teremos ouvido o barulhinho e estaremos a salvo, comendo um belo pedaço de queijo.
Os ratos adoraram a ideia, que parecia perfeita, e começaram a festejar o fim dos tempos da dominação felina. O rato mais velho e sábio do grupo, no entanto, levantou uma questão:
— Não que eu queira ser um estraga-prazeres, mas, para isso dar certo, temos primeiro de pendurar o guizo no pescoço do gato. Alguém aqui está disposto a arriscar a vida para fazer isso?
 Ninguém respondeu. Ao olhar ao redor, o velho rato percebeu que a sala estava vazia.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um convite à superação!

Este é um daqueles textos que alguém, despretensiosamente, cola no mural da sala dos professores.  Muitos passam por ele sem perceber a oportunidade de reflexão que ele proporciona. Ele me fisgou! Por isso estou compartilhando, na expectativa que ele nos faça pensar e mudar se necessário!




A ARROGÂNCIA POR PARTE DE QUEM  TEM MÉRITO NOS PARECE  MAIS  OFENSIVA QUE A ARROGÂNCIA DE QUEM NÃO O TEM : O PRÓPRIO MÉRITO É OFENSIVO.

Com este aforismo, Nietzsche faz referência ao perigo da comparação, com a qual sempre perdemos.

A comparação e a inveja que a acompanha reflete uma admiração mal administrada, que, em vez de ajudar na superação pessoal, acaba agindo como um obstáculo à nossa capacidade.



Esse sentimento, definido como "desgosto pela alegria alheia" faz com que o invejoso tenha dificuldade de se relacionar de forma positiva com o que o cerca, já que as pessoas que ele inveja costumam ser muito próximas.



Para combater a inveja, os psicólogos recomendam que deixemos de encarar a prosperidade alheia como algo que nos deprecia.  O sucesso de um companheiro de trabalho não significa nosso fracasso.  Ao contrário, nos mostra o caminho que devemos percorrer.


Quando substituímos a inveja pelo desafio, os méritos e as qualidades dos outros se transformam em um convite para nossa superação.

A melhor comparação é a que fazemos com nós mesmos, de onde estamos, podemos aspirar à conquista do lugar que gostaríamos de ocupar.

                   

          (Allan Percy).  

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O desafio de ensinar a ler: Atividades que possibilitam a aquisição da leitura

Elaborei este material para uma oficina que ofereci no município de Mesquita em 2010.

[1]Mônica Valéria Pinheiro


Leitura de Letras

1.   Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.

Leitura de Palavras:

1.   Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.

2.   Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.

3.   Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e  D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.

4.   Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.

5.     Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.

Leitura de frases:

1.   Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.

Leitura de Texto:
1.     Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.
2.     Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.



[1] Monica Valéria Pinheiro é licenciada em Pedagoga pela UERJ e Especialista em Supervisão Educacional pela FIJ. Atualmente é Supervisora Educacional da rede FAETEC e professora Alfabetizadora da rede Municipal de Nova Iguaçu.  Também atua como formadora de Alfabetização e Linguagem nos cursos de Formação Continuada para Séries Iniciais no município de Mesquita

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Lago de Leite

Utilizei este texto na reunião do Conselho de Pais para provocá-los a participar ativamente na comunidade escolar. 

Um Rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite. Então pediu para que cada um de seus súditos levasse apenas um copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido.

O Rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi a sua surpresa no outro dia pela manhã quando viu o lago cheio de água e não de leite.

Consultou o seu conselheiro que o informou, que as pessoas do povoado tiveram todas o mesmo pensamento:
"No meio de tanto copo de leite, se só o meu for de água, ninguém vai notar"

O Homem Feliz

Narra antiga lenda, 
que certa vez um rei adoeceu gravemente
e à medida que o tempo passava seu
estado piorava. Os médicos tentaram de tudo, mas
nada parecia funcionar. Estavam a ponto de perder
a esperança quando a velha criada falou:
- Eu sei uma forma de salvar o rei. Se vocês puderem
encontrar um homem feliz, tirar-lhe a camisa e
vesti-la no rei, ele se recuperará.
Ao ouvir tal afirmativa, o rei enviou seus mensageiros
a todos os cantos do reino a procura de um homem feliz.
Eles cavalgaram por todos os lugares e não encontraram
um homem feliz. Ninguém estava satisfeito; todos tinham
uma queixa a fazer.
"Aquele alfaiate estúpido fez as calças muito curtas!
Ouviram um homem rico dizer."
"A comida está péssima, este cozinheiro não
consegue fazer nada direito!" - Outro reclamava.
"O que há de errado com os nossos filhos?
Resmungava um pai insatisfeito."
"O teto está vazando!"
"A situação financeira está péssima"
"Será que o Rei não pode dar um jeito nessa situação?"
Essas e outras tantas queixas eram o que os mensageiros
do rei ouviram por onde passaram. Se um homem era rico,
não tinha o bastante; se não era rico, era culpa de alguém.
Se era saudável, havia uma sogra indesejável em sua vida.
Se tinha uma boa sogra, a gripe o estava infelicitando.
Enfim, naquele reino todos tinham algo do que reclamar.
O rei já tinha perdido a esperança de ficar bom, quando
numa noite, seu filho cavalgava pelos campos e, ao passar
perto de uma cabana ouviu alguém dizer:
"Obrigado Senhor! Concluí meu trabalho diário e ajudei
meu semelhante. Comi meu alimento, e agora posso
deitar-me e dormir em paz.
O que mais poderia desejar, Senhor?"
O príncipe exultou de felicidade por ter, finalmente,
encontrado um homem feliz. Retornou e mandou que seus
homens fossem até lá e levassem a camisa do homem ao rei e
lhe pagassem o quanto pedisse.
Mas quando os mensageiros do rei entraram
na cabana para despir a camisa do homem feliz, descobriram
que ele era tão pobre que sequer possuía uma camisa.

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte !

Indira Mahatma Gandhi

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Jacaré e o Sapo

À maneira dos... chineses
O Jacaré e o Sapo nadavam em paz no Grande Lago Tsé-Chuin, quando o sábio Oi-Ti-Sin gritou da margem:
- Ei, Jacaré, o Tai-Kum acaba de decretar que de hoje em diante é permitido de novo matar e comer qualquer animal com rabo. Olha, vem aí o barco de xogum!
O Jacaré imediatamente pôs em movimento suas poderosas patas, gritando:
- Trepa nas minhas costas, Sapo, que eu te salvo.
Mas o sapo continuou nadando tranqüilo, dizendo:
- Ué, e eu lá tenho rabo? – e foi se aproximando, destemeroso, do barco de pesca, facilitando ser apanhado pela rede que os pescadores atiravam. E, ao se sentir preso, pôs-se a gritar:
- Me soltem, me soltem! Eu não tenho rabo! Eu não tenho rabo!
Mas o Jacaré, protegido por trás de uma pedra, invectivou:
- Nossas leis têm efeito retroativo, idiota! Você não tem rabo, mas teve, quando era girino.
MORAL: Quem já teve rabo tem que se prevenir.