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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um convite à superação!

Este é um daqueles textos que alguém, despretensiosamente, cola no mural da sala dos professores.  Muitos passam por ele sem perceber a oportunidade de reflexão que ele proporciona. Ele me fisgou! Por isso estou compartilhando, na expectativa que ele nos faça pensar e mudar se necessário!




A ARROGÂNCIA POR PARTE DE QUEM  TEM MÉRITO NOS PARECE  MAIS  OFENSIVA QUE A ARROGÂNCIA DE QUEM NÃO O TEM : O PRÓPRIO MÉRITO É OFENSIVO.

Com este aforismo, Nietzsche faz referência ao perigo da comparação, com a qual sempre perdemos.

A comparação e a inveja que a acompanha reflete uma admiração mal administrada, que, em vez de ajudar na superação pessoal, acaba agindo como um obstáculo à nossa capacidade.



Esse sentimento, definido como "desgosto pela alegria alheia" faz com que o invejoso tenha dificuldade de se relacionar de forma positiva com o que o cerca, já que as pessoas que ele inveja costumam ser muito próximas.



Para combater a inveja, os psicólogos recomendam que deixemos de encarar a prosperidade alheia como algo que nos deprecia.  O sucesso de um companheiro de trabalho não significa nosso fracasso.  Ao contrário, nos mostra o caminho que devemos percorrer.


Quando substituímos a inveja pelo desafio, os méritos e as qualidades dos outros se transformam em um convite para nossa superação.

A melhor comparação é a que fazemos com nós mesmos, de onde estamos, podemos aspirar à conquista do lugar que gostaríamos de ocupar.

                   

          (Allan Percy).  

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O desafio de ensinar a ler: Atividades que possibilitam a aquisição da leitura

Elaborei este material para uma oficina que ofereci no município de Mesquita em 2010.

[1]Mônica Valéria Pinheiro


Leitura de Letras

1.   Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.

Leitura de Palavras:

1.   Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la.  Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.

2.   Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.

3.   Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e  D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.

4.   Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.

5.     Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.

Leitura de frases:

1.   Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.

Leitura de Texto:
1.     Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.
2.     Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.



[1] Monica Valéria Pinheiro é licenciada em Pedagoga pela UERJ e Especialista em Supervisão Educacional pela FIJ. Atualmente é Supervisora Educacional da rede FAETEC e professora Alfabetizadora da rede Municipal de Nova Iguaçu.  Também atua como formadora de Alfabetização e Linguagem nos cursos de Formação Continuada para Séries Iniciais no município de Mesquita

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LER QUANDO NÃO SE SABE

Todos os anos chegam à escola pública umas poucas crianças que já sabem ler, mas a maioria ainda vai aprender. E muitas pessoas se perguntam: Como será que algumas crianças se tornam leitoras antes de estudar as lições da cartilha? Será que são mais inteligentes?

Por outro lado, muitos também refletem: Por que algumas crianças levam dois, três, quatro anos, ou até uma vida (no caso dos adultos analfabetos) para aprender a ler? Com certeza, na maioria dos casos não se trata de um distúrbio, pois um dia eles aprendem – sabemos disso. Conversando com os pais, e até mesmo com essas crianças leitoras, descobrimos coisas interessantes. Eles dizem, por exemplo:
• Aqui em casa lemos a Bíblia todos os dias; meu filho sempre pergunta onde está escrito    o que escuta a gente ler.
• Gosto de ler histórias para ele e apontar onde estou lendo.
• Acho bom as crianças saberem o que está escrito nas embalagens e, por isso, leio sempre para minha filha, que me enche de perguntas.
• Ganho gibis velhos da minha patroa e dou para a minha filha brincar de ler.

É fascinante ouvir os pais contarem essas histórias e tantas outras, observar o interesse das crianças pela palavra escrita e, mais bonito ainda, ver como esses pais, sem perceber, estão o tempo todo ensinando aos filhos a respeito da leitura.
Nessas situações, os adultos são verdadeiros parceiros, são informantes; usam textos reais, tratam os pequenos como leitores, acreditam que é lendo que se aprende a ler – ainda que nem sempre tenham consciência disso. Para eles, compreender e decifrar o texto são coisas que caminham juntas.
Poderíamos dizer que essa é uma situação privilegiada: pais que dão a seus filhos informações a respeito da escrita. E o que acontece quando os pais são analfabetos? As crianças não aprendem só com adultos, mas também com outras crianças que já sabem ler. Quantas vezes não ouvimos os pais dizerem: O mais velho estava estudando e ele ficava observando; aprendeu praticamente sozinho. E há também o caso das classes multisseriadas, em que alunos com nível de conhecimento bem diferenciado aprendem muito uns com os outros.
Hoje sabemos que, para adquirir conhecimentos, não basta ouvir. Na verdade, as crianças interpretam o que ouvem, pensam e refletem a partir do que já conhecem. Desde muito pequenas, elas podem e devem conhecer os diferentes materiais de leitura, saber para que servem e tentar descobrir o que está escrito.
É por isso que o trabalho com a linguagem escrita é de extrema importância na Educação Infantil. Não se trata de preparar as crianças para a 1ª série, mas sim de oferecer-lhes a leitura e a escrita. As crianças pequenas sempre podem e querem aprender muito. Mas, o que fazer quando não há adultos informantes, nem irmãos que possam ajudar, nem classes multisseriadas? Nesses casos, o papel de ensinar a ler e escrever cabe somente à escola, mais especificamente ao professor.
Ao iniciar o ano, é fundamental fazer uma sondagem, um diagnóstico dos conhecimentos dos alunos. É indispensável entender como eles elaboram hipóteses a respeito da escrita e da leitura, para organizar um trabalho que lhes coloque bons desafios.

Dez questões a considerar

O planejamento de situações de leitura para alunos que estão se alfabetizando deve considerar as seguintes questões:

1. É possível ler, quando ainda não se sabe ler convencionalmente.

2. Ler (diferentes textos, em distintas circunstâncias de comunicação) é um bom problema a ser resolvido.

3. Quando o aluno ainda não sabe decodificar completamente o texto impresso e precisa descobrir o que está escrito, sua tendência é buscar adivinhar o que não consegue decifrar, recorrendo ao contexto no qual os escritos estão inseridos, bem como às letras iniciais, finais ou intermediárias das palavras.

4. Os alunos devem ser tratados como leitores plenos: é preciso evitar colocá-los em posição de decifradores, ou de “sonorizadores” de textos.

5. É fundamental planejar, desde o início do processo de aprendizagem da leitura, atividades que tenham a maior similaridade possível com as práticas sociais de leitura.

6. Deve-se dar oportunidade às crianças de interagir com uma grande variedade de textos impressos, de escritos sociais.

7. Apresentar os textos no contexto em que eles efetivamente aparecem favorece a coordenação necessária, em todo ato de leitura, entre a escrita e o contexto.

8. É preciso propor atividades ao mesmo tempo possíveis e difíceis, que permitam refletir sobre a escrita convencional: atividades em que os alunos ponham em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem.

9. É importante não trabalhar com as palavras isoladamente, mas como meio para que o aluno, com sua atenção focalizada em uma unidade pequena do texto, possa refletir sobre as características da escrita.

10. Deve-se favorecer a cooperação entre os alunos, de tal modo que eles possam socializar as informações que já têm, confrontar e pôr à prova suas diferentes estratégias de leitura.

Na sala de aula,
devemos oferecer aos alunos  muitas oportunidades de aprender a ler,
adotando procedimentos utilizados pelos bons leitores.

É necessário selecionar com cuidado os textos; garantir às crianças a oportunidade de observar como os já leitores utilizam os materiais de leitura; e organizar situações em que elas participem de atos de leitura. É preciso também planejar atividades de leitura que contribuam para a compreensão do sistema de escrita e favoreçam a análise e a reflexão acerca da correspondência fonográfica própria de nosso sistema de escrita. Esse tipo de atividade exige uma análise quantitativa e qualitativa da correspondência entre os segmentos falados e os escritos. São situações em que o aluno deve ler, embora ainda não saiba ler. Vejamos alguns exemplos (apud Actualización curricular (EGB) Primer Ciclo, Secretaría de Educación, Dirección de Curriculum, Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires, 1995):

1. Garantir um espaço para trabalhar com textos conhecidos pelos alunos, aproveitando situações em que seja significativo ler e reler o que já conhecem de memória. Experimente, por exemplo, ensaiar uma música que todos vão cantar juntos, acompanhando com a leitura no texto impresso – ou um poema, ou uma adivinhação, que se vá gravar em fita cassete. Essas atividades tornam possível acompanhar no texto o que vai sendo dito, e ajudam a pensar na correspondência entre “o que se diz” e “o que está escrito”.

2. Quando se trata de textos desconhecidos, lançar mão de diferentes situações que requerem uma leitura exploratória, destinada a localizar determinadas informações (em vez de propor a leitura exaustiva de tudo que está escrito):

• localizar onde está dito – por exemplo, achar no jornal em qual emissora de tevê e em que horário é transmitido determinado programa de interesse;

• determinar se o texto diz ou não diz algo – por exemplo, ver se no cardápio do dia consta ou não consta determinada comida;

• identificar qual é a correta, entre várias possibilidades antecipáveis: qual das fichas da biblioteca corresponde ao conto de Branca de Neve, qual ao da Gata Borralheira…

3. Criar contextos que permitam aprofundar o trabalho sobre o texto, como, por exemplo:

• ler um trecho e pedir para os alunos formularem suposições sobre seu significado e, depois, confrontarem com os indicadores que o texto oferece;

• propor várias alternativas possíveis de interpretação, para que os alunos decidam qual delas aparece efetivamente no texto.

As crianças podem aprender muito sobre a escrita, tanto dentro quanto fora da escola, mas, para isso, a condição é acreditar que todas podem aprender e valorizar o que já sabem – em vez de enfatizar, o tempo todo, aquilo que ainda não aprenderam. O desafio pedagógico, como sempre, está na articulação entre o difícil e o possível de ser realizado pelos alunos.

Texto de Rosa Maria Antunes de Barros, a ser publicado em Cadernos da TV Escola, MEC/1999

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O CADERNO

Uma vez eu estava conversando com amigos e a conversa chegou naquele estágio em que só há duas opções: ou ir para casa dormir ou cair na bobagem. Caímos na bobagem. Afinal é para isso que servem os amigos. Depois de nos propormos vários desafios do tipo “quem era que melhor gritava de pavor no cinema?” (a Barbara Stanwyck ganhou fácil), chegamos a uma daquelas questões definitivas e definidoras. Qual é a melhor sensação do mundo? As respostas variaram, desde “banho quente” até “acordar cedo, começar a sair da cama e então lembrar que é feriado”, passando, claro, por outras menos publicáveis. Mas aí um amigo disse duas palavras que liquidaram a questão. – Caderno novo. Todos concordaram. Não foi preciso nem entrar em detalhe, dizer “a sensação de abrir um caderno novo, no primeiro dia de escola, e alisar com a ponta dos dedos a página vazia, sentindo o volume de todas as páginas vazias por trás dela, aquele mundo de coisas ainda não escritas…E o cheiro do caderno!” Não houve um que não concordasse que nenhuma sensação do mundo se igualava àquela. Caderno novo também nos provocava uma certa solenidade, lembra? Diante de sua limpeza, fazíamos um juramento silencioso que aquele ano seríamos alunos perfeitos. E realmente caprichávamos ao preencher o caderno novo com cuidado respeitoso. Pelo menos até a quarta ou quinta página, quando então voltávamos a ser os mesmos relaxados do ano anterior. Mesmo porque aí o caderno não era mais novo.

Luis Fernando Veríssimo

domingo, 7 de março de 2010

Minha sincera homenagem

Minha sincera homenagem a todas as mulheres que com a simplicidade de uma pomba e a determinação de uma leoa têm marcado positivamente a vida de tantos quantos passam por suas vidas.

Minha sincera homenagem a quem sendo mulher se fez mãe e empenhou sua vida por amor aqueles a quem gerou.

Minha sincera homenagem a quem sendo mulher se fez professora e ampliou as possibilidades de se tornar bênção na vida de centenas de pessoas.

Minha sincera homenagem a quem sendo mulher, mãe, professora, esposa, amiga, enfim, sabe desempenhar com sabedoria todos os papéis que a vida lhe permite viver.

A todas nós, parabéns!

Mônica Pinheiro

Homenagem às mulheres

Mulherão

Peça para um homem descrever um mulherão.

Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, nas pernas, bumbum

Vão dizer que tem que ser loira, 1,80 m, siliconada.

Agora, pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho e mais dois para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de R$ 100,00.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. é quem, de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Julianas, Luizas, Sheilas ...

Mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia!

sábado, 21 de novembro de 2009

CARDÁPIO DE LEITURA

Este cardápio recebi de minha amiga Rejane Jorge, professora no Município de Belford Roxo - RJ


RODA DA LEITURA
Todos os alunos, sentados em forma de círculo, para a realização da leitura do dia;

VENDER O LIVRO
Todos os alunos, após a leitura do livro, um por vez, farão a apresentação do livro lido. Deverão, no seu momento, convencer aos demais que o livro é bom;

DRAMATIZAÇÃO DO LIVRO
O professor deverá sugerir 03 (três livros para os alunos escolherem. Após, realizará a leitura e o desenvolvimento teatral do texto, envolvendo-os na história e na dramatização;

PROPAGANDA DO LIVRO
O aluno fará o papel do autor para promover a propaganda do livro, porém, não poderá contar o final do mesmo;

CAIXINHA DE LEITURA
O professor selecionará algumas frases, parágrafos curtos, textos e outros, colocando-os em uma “caixa”. No momento reservado à leitura, cada aluno retirará da caixinha-surpresa o que deverá ler no dia;

PALANQUINHO
Ao término da leitura, o aluno subirá no palanquinho para falar que parte do livro gostou mais. Ele torna-se o centro das atenções;

CONTADOR DE HISTÓRIA
No momento integração do “curtindo as leituras”, o zelador, o pai, a coordenadora e outros mais, serão convidados para contar uma história;

ALÔ LEITURA
O professor dividirá a turma em grupos de 2 a dois (dois a dois), que simularão uma ligação telefônica para contar ao amigo o livro que escolheu e o que mais lhe chamou a atenção ao tê-lo;

PAINEL DE LEITURA
Cada aluno escreverá uma frase que identifique o livro por ele lido. Essa frase vai para o painel, destacando a leitura realizada no dia;

SELF-SERVICE
O professor enfeita uma cadeira para colocá-la em frente aos demais alunos e assim, o alunos escolhido, falará sobre o livro lido;

GIRA-GIRA DO LIVRO
Cada aluno lerá uma página do livro, e ao final, todos terão participado;

MÚSICA NA LEITURA
“Curtindo as leituras” é o momento onde o professor escolherá uma música para trabalhar; a letra, a melodia e a interpretação... é um instante descontraído e diferente;

FEIRA DO LIVRO
O professor promoverá na escola, uma feira de exposição de livros lidos pelos seus alunos. Convidará outras turmas para que, durante o evento, possam apreciar as apresentações dos livros. Cada aluno apresentará 03 (três livros na exposição;

TROCA-TROCA NA LEITURA
Após a realização da leitura diária, o professor fará a divisão da turma em grupos de 02 (dois a dois) ou 03 (três a três), para que, troquem experiências sobre os livros lidos – cada um no grupo fala do livro que leu;

TEATRO NA LEITURA
Lido o livro escolhido, o aluno apresentará o conteúdo da história através de teatro – de vara, fantoches, dobraduras e outros;

RECONTANDO A HISTÓRIA
Momento em que cada aluno terá a oportunidade de recontar uma história, uma fenda, “causo” ou fato real;

TEXTOTECA
É quando o professor colocará à disposição dos alunos, textos diversos para leitura;

REPÓRTER DA LEITURA
O professor escolherá um aluno para ser o repórter. As perguntas deverão ser direcionadas para o questionamento pelo entrevistado;

PERSONAGEM DA HISTÓRIA
Realizada a leitura do dia, o aluno deverá comentar os personagens que mais se destacaram na história em questão;

CADERNO DE LEITURA
O professor sorteia um aluno para trazer um texto que será lido naquele dia;

BIBLIOTECA
O professor deverá escolher um dia para levar os alunos para a biblioteca;

MURAL DE TEXTOS
O professor pedirá aos alunos que tragam de casa textos variados, que deverão ficar afixados em mural para que os alunos leiam;

RECEITA CULINÁRIA
Você traz vários livros de culinária, pede para escolher sua receita predileta, escrevê-la no caderno e interpretá-la, começando por: qual é o título do texto? Se for possível, faça o dia da culinária, execute com a turma uma receita;

CINEMA
Levá-los a conhecer o cinema da cidade e dar-lhes a oportunidade de assistir um filme para depois debatê-lo.





quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NÃO DÁ PRA COMPARAR!!!!



Neste fragmento de texto,  José Luiz de Paiva Bello, faz uma brilhante defesa do professor como profissional. Realmente, não dá pra comparar nosso trabalho com o de nenhuma outra categoria.

“Conversando com um amigo engenheiro sobre essa questão de 180 ou 200 dias aula/ano, ele me respondeu que existem outras profissões tão desgastantes quanto a do professor. Citou o estivador do cais do porto que carrega sacos de grãos nas costas em seu horário de trabalho e só tem 30 dias de férias. Respondi que, se os estivadores levassem sacos de grãos para também carregarem em casa; tivessem que planejar em casa como carregariam os sacos de grãos no dia seguinte; tivessem que fazer registros diários dos sacos que carregou; tivessem que participar de reuniões; tivessem que se explicar porque carregou o saco de grãos assim e não de outra forma; tivessem que criar critérios de avaliação e avaliar cada saco de grãos; tivessem que levar para casa cada avaliação dos sacos de grãos e passar noites em claro para analisar e entregar no prazo previsto pela instituição; tivessem que preparar um trabalho teórico sobre grãos uma vez por ano; tivessem que se reciclar com estudos e cursos de como se carregar sacos de grãos; não tivesse a menor idéia de como será seu horário de trabalho no semestre seguinte, nem mesmo se teria trabalho, e ganhassem um salário que mal desse para comprar livros para se especializar em sacos de grãos, mereceriam, então, ter também três meses de férias e 180 dias de trabalho por ano.”

José Luiz de Paiva Bello

Pedagogia em Foco, Rio de Janeiro

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ONDE ENCONTRAR TEMPO PARA LER


"Ninguém jamais tem tempo para ler. A vida é um entrave permanente à leitura.

O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.)

... O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver.

Se tivéssemos que olhar o amor do ponto de vista de nosso tempo disponível, quem se arriscaria? Quem é que tem tempo para se enamorar? E, no entanto, alguém já viu um enamorado que não tenha tempo para amar?

Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pode me impedir de terminar um romance de que eu gostasse.

A leitura não depende da organização do tempo social, ela é como o amor, uma maneira de ser.

A questão não é de saber se eu tenho tempo para ler ou não ( tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não à felicidade de ser leitor."

DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO LEITOR:

1- O direito de não ler.

2- O direito de pular páginas.

3- O direito de não terminar um livro.

4- O direito de reler.

5- O direito de ler qualquer coisa.

6- O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).

7- O direito de ler em qualquer lugar.

8- O direito de ler uma frase aqui e outra ali.

9- O direito de ler em voz alta.

10- O direito de calar.



" Um livro bem lido é, um passaporte para a fantasia e o despertar de si mesmo."

DANIEL PENNAC em "Como um Romance". Editora Rocco