terça-feira, 18 de setembro de 2012

Breve lançamento!


Em breve estarei lançando meu primeiro livro!


Há tempos tenho acalentado o desejo de produzir um livro que auxilie professores alfabetizadores na complexa tarefa de alfabetizar.
Muito se tem falado em letramento. Eu mesma sou uma defensora de que é preciso ir além da alfabetização, como propõe Ana Teberosky (1997). Mas é preciso reconhecer que com toda esta ênfase em letrar temos descuidado da alfabetização inicial.  Tenho visto e acompanhado o trabalho de muitos professores  alfabetizadores que, simplesmente, não dão conta do que Magda Soares (2002), chama de aquisição da tecnologia do ler e do escrever. Imersos no ideal de letrar, se esquecem que é preciso um trabalho sistemático de apropriação do sistema de escrita alfabética, como afirmam Albuquerque, Moraes e Ferreira (2008), para que bons níveis de letramento sejam garantidos e ampliados.
Atividades que envolvam contagem de letras de palavras, partição escrita de palavras em letras, partição escrita de palavras em sílabas e comparação de palavras quanto à presença de sílabas iguais/diferentes, identificação de sílabas com ou sem correspondência escrita, identificação de rima/aliteração com ou sem correspondência escrita são alguns exemplos de práticas sistemáticas de alfabetização.
Neste livro, além da fundamentação teórica, proponho atividades com jogos como estratégia de alfabetização e apresento uma coletânea de jogos inéditos que podem ser confeccionados pelos professores.
Todos estes jogos, produzidos ao longo de minha experiência como alfabetizadora, são acompanhados de uma ficha didática para que os professores saibam quais os mecanismos acionados para favorecer a apropriação do sistema de escrita alfabética.
Meu desejo é que esta seja mais uma ferramenta de auxílio ao professor no processo de alfabetização.
Em breve estarei divulgando o livro e o contato para aquisição do mesmo.
Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As "desaprendizagens" do professor

As ações de nós professores em sala de aula baseiam-se, há séculos, em crenças fortemente sedimentadas. Essas crenças alimentam o que podemos chamar “hábitos de resistência” a uma mudança mais profunda em nosso fazer. Tal resistência nada mais é do que o sinal claro de que não sabemos outra forma de caminhar. Temos que desaprender. As desaprendizagens de hábitos, há muitos séculos enraizados por parte do professor, passam, necessariamente, pela mudança das crenças limitantes que alimentam “tais raízes”



Quer saber mais?
Leia esta matéria na íntegra no sítio: www.appai.org.br/revistaappaieducar

O Papel da cópia


Delia Lerner

Escrever não é copiar. Sabemos hoje que a cópia não é a chave que abre as portas da escrita. Sabemos que aprendemos a escrever escrevendo (produzindo textos baseados nas próprias hipóteses, refletindo e discutindo sobre elas) elendo, esforçando-se para interpretar o que outros escreveram convencionalmente. Faz sentido, então, incluir a cópia nas atividades escolares?

Sim, porque a cópia é uma prática a que todos recorremos fora da escola, quando queremos guardar uma receita, a letra de uma música, certa idéia de um autor.

Sim, porque a cópia implica uma intensa atividade intelectual. Não é uma reprodução mecânica (por isso, o resultado nem sempre é idêntico ao modelo). Só podemos copiar aquilo que, de algum modo, conhecemos: uma coisa é copiar um parágrafo escrito em um idioma conhecido e outra é copiá-lo em um idioma desconhecido. Copiar requer saberes específicos. Quando copiam, as crianças usam tudo o que sabem para que o texto fique o mais parecido possível com o original. Copiar pode ser, então, um desafio.

A cópia pode ajudar na aprendizagem quando contribui para a aquisição de uma forma fixa que será fonte de informação para produzir outras escritas; quando o aluno está escrevendo e busca numa palavra conhecida uma parte que serve para escrever outra palavra (para “livro”, pode procurar “li” em “limão”, por exemplo); quando elabora a ficha de um livro para a biblioteca e precisa localizar o título e o nome do autor; quando quer citar um verso de um poema ou uma frase de um personagem; quando se propõe a copiar um texto para conservá-lo ou enviá-lo a um destinatário.

Se reconhecermos que a cópia é somente uma das atividades que contribuem para a aquisição da escrita, se a incluirmos como recurso para resolver problemas de produção, se não esperarmos que o resultado seja cópia fiel do modelo e apreciarmos as diferenças como expressão da atividade intelectual das crianças no processo de reprodução, então podemos dar lugar à cópia no processo de alfabetização.
Delia Lerner é profesora titular do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Buenos Aires. 
Publicado em 22/07/2008

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Como analisar os resultados das estratégias de avaliação?
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
O QUE FOI APRENDIDO Um bom diagnóstico das aprendizagens mostra o que a criança já sabe e o que falta aprender. Você vai ver que, dentro de um conteúdo, as dúvidas não são tão diferentes.
Em relação especificamente às provas, uma boa dica é ler de uma vez a resposta de todos a uma mesma questão. É importante fazer anotações sobre as dificuldades encontradas: quem errou, por quê, como, as ideias apresentadas sobre o assunto, quais os equívocos mais comuns etc. Tabular esses dados ajuda a definir em que investir mais força, o que retomar coletivamente e o que trabalhar em pequenos grupos (leia mais no quadro abaixo). Ao analisar cadernos, portfólios e trabalhos de casa, você tem um retrato dos diferentes momentos de avanço da turma - o que é fundamental para enxergar exatamente onde está a dificuldade de cada um em compreender o conteúdo e para eleger as estratégias que ajudarão todos a superar os problemas.

Nas situações do dia a dia na sala de aula e nas tarefas de casa, é possível checar se problemas detectados no desempenho em provas se confirmam. "É comum as crianças não saberem utilizar nos testes o conhecimento que têm", ressalta Rosa Maria Antunes de Barros, coordenadora pedagógica da Escola Castanheiras, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e autora de um estudo sobre grupos de apoio em escolas. Se numa atividade um aluno soube fazer algo e nas outras não, é indicativo de que ele domina parte do conteúdo, mas não está seguro disso. É imprescindível falar com ele, escutar quais são suas hipóteses, verificar até onde chegou e quanto avançou desde a última atividade.

Diagnóstico
Ilustração Gabriel Lora, Foto Omar paixão,
Assistente Marcia Schiesari, Produção Mario Mantovanni
 Publicado em NOVA ESCOLA Edição 235SETEMBRO 2010. Título original: Sim, ele pode aprender

sexta-feira, 2 de março de 2012

A reunião dos ratos

 Tenho pensado muito sobre nosso papel como professores alfabetizadores.  Pensado nas dificuldades que encontramos para realizar um bom trabalho e nas soluções que todos nós temos na ponta da língua para o analfabetismo funcional. E tenho me perguntado:  Estou disposto a remar contra a maré? Disposto a fazer a minha parte? Disposto a arriscar meu pescoço para defender um processo de alfabetização que dê conta não apenas de alfabetizar, mas também de letrar?Leia a fábula a seguir e pense nisso também?



A reunião dos ratos
Luciana Beatriz
Os ratos de determinada casa não aguentavam mais aquela situação: um gato estava caçando e matando todos os seus parentes. Resolveram, pois, marcar uma reunião para planejar uma maneira de se livrarem do animal. Muitos ratos apareceram e a reunião foi longa. Várias ideias foram apresentadas, contudo, nenhuma parecia boa o bastante para acabar com o problema. Por fim, um ratinho deu um passo à frente e disse:
— Um dos motivos para esse gato fazer tantas vítimas é o fato de não percebermos quando ele está se aproximando, não é?
— Sim, ele é muito sorrateiro. Mas o que isso tem a ver com a solução?
— Esse é o ponto crucial! Precisamos saber quando o gato está vindo em nossa direção. E se amarrássemos um guizo no pescoço dele? Assim, quando ele for atacar, já teremos ouvido o barulhinho e estaremos a salvo, comendo um belo pedaço de queijo.
Os ratos adoraram a ideia, que parecia perfeita, e começaram a festejar o fim dos tempos da dominação felina. O rato mais velho e sábio do grupo, no entanto, levantou uma questão:
— Não que eu queira ser um estraga-prazeres, mas, para isso dar certo, temos primeiro de pendurar o guizo no pescoço do gato. Alguém aqui está disposto a arriscar a vida para fazer isso?
 Ninguém respondeu. Ao olhar ao redor, o velho rato percebeu que a sala estava vazia.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um convite à superação!

Este é um daqueles textos que alguém, despretensiosamente, cola no mural da sala dos professores.  Muitos passam por ele sem perceber a oportunidade de reflexão que ele proporciona. Ele me fisgou! Por isso estou compartilhando, na expectativa que ele nos faça pensar e mudar se necessário!




A ARROGÂNCIA POR PARTE DE QUEM  TEM MÉRITO NOS PARECE  MAIS  OFENSIVA QUE A ARROGÂNCIA DE QUEM NÃO O TEM : O PRÓPRIO MÉRITO É OFENSIVO.

Com este aforismo, Nietzsche faz referência ao perigo da comparação, com a qual sempre perdemos.

A comparação e a inveja que a acompanha reflete uma admiração mal administrada, que, em vez de ajudar na superação pessoal, acaba agindo como um obstáculo à nossa capacidade.



Esse sentimento, definido como "desgosto pela alegria alheia" faz com que o invejoso tenha dificuldade de se relacionar de forma positiva com o que o cerca, já que as pessoas que ele inveja costumam ser muito próximas.



Para combater a inveja, os psicólogos recomendam que deixemos de encarar a prosperidade alheia como algo que nos deprecia.  O sucesso de um companheiro de trabalho não significa nosso fracasso.  Ao contrário, nos mostra o caminho que devemos percorrer.


Quando substituímos a inveja pelo desafio, os méritos e as qualidades dos outros se transformam em um convite para nossa superação.

A melhor comparação é a que fazemos com nós mesmos, de onde estamos, podemos aspirar à conquista do lugar que gostaríamos de ocupar.

                   

          (Allan Percy).