terça-feira, 8 de setembro de 2009

BINGO ILUSTRADO

COMO JOGAR:
•Cada aluno ou dupla recebe uma cartela com palavras que provoquem algum conflito, de modo que mesmo sem saber ler convencionalmente, possa utilizar estratégias de leitura.
•O professor ou um aluno do grupo sorteia uma ficha de figura e os alunos procuram o nome correspondente.
•Se encontrá-lo, marca a cartela.
•Vence quem completar a cartela primeiro.

Jogo elaborado pela cursista Monique Gitahy
Pró-Letramento Mesquita - Turma 2008
DOMINÓ DO ALFABETO


•Funciona basicamente como o dominó convencional. No mínimo 2 jogadores que devem ir encaixando a letra correspondente ao desenho ou vice-versa. ganha quem conseguir jogar a ultima carta que possui.

•Existe ainda a carta curinga que permite ao jogador que a possui, jogá-la em qualquer momento determinando inclusive qual letra se seguirá à sua carta curinga (desde que a mesma ainda não tenha sido jogada).

Jogo elaborado pela cursista Vanessa Cabral
Pró-Letramento Mesquita - Turma 2008

OS TRÊS PORQUINHOS NA VERSÃO DA 301


Na semana passada trabalhei com minha turma de 3º ano 5 versões diferentes da história dos Três Porquinhos. Meu objetivo era mostrar as muitas possibilidades de recontar uma mesma história e de possibilitar um trabalho de autoria. Assim, após as leituras, lancei o desafio de criar a versão da turma. Foi uma trabalheira... O texto ficou pronto em duas aulas e deixou patente que a produção textual é trabalhosa, que exige cuidados e adequações que passam despercebidos na linguagem oral, alem de evidenciar que em meio a muitas idéias é preciso selecionar as que garantam coesão e coerência textual.

Estou orgulhosa tanto pelo produto final quanto pelo processo.



OS TRÊS PORQUINHOS NA VERSÃO DA 301
Era uma vez três porquinhos que viviam em uma floresta.

Cada um resolveu construir sua própria casa.

O primeiro, chamado Zé Mané, construiu sua casa de vidro, assim poderia admirar a paisagem.

O segundo, chamado Zé Ruela, construiu sua casa de bambu, assim seria sempre fresquinha.

O terceiro, chamado Zé Sabido, construiu sua casa de tijolo, assim seria forte e segura.

Um dia, um lobo chamado Zé Malvado estava passeando pela floresta quando encontrou as casas dos três porquinhos.

Zé Malvado se aproximou da casa de vidro fantasiado de carteiro. Zé Mané, que não sabia ler, percebeu pelo pé que era o lobo e fugiu pela porta dos fundos pra casa de Zé Ruela.

Quando Zé Malvado percebeu que lá não havia ninguém, disfarçou-se de entregador de pizza e bateu na próxima casa.

Zé Ruela, que não tinha um tostão no bolso, já ia abrir a porta quando percebeu pelo rabo que só podia ser o lobo e saiu correndo pra casa do Zé Sabido.

Quando o lobo percebeu que lá não havia ninguém, disfarçou-se de bebê e bateu na terceira casa.

Os três porquinhos, que adoravam bebês, abriram a porta, mas perceberam a tempo que era o lobo por causa de seu tamanho e trataram de colocá-lo pra correr à base de vassouradas.

Nunca mais se ouviu falar do lobo Zé Malvado por aquelas bandas.

E os três porquinhos viveram felizes para sempre, cada um em sua casinha.

Versão Coletiva da turma 301 - E. M. Dulce de Moura
Profª Mônica Pinheiro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Turma de Alfabetização e Linguagem - Noite


O primeiro encontro da turma da noite do Pró-Letramento Alfabetização e Linguagem aconteceu nesta última quarta-feira (03/09) e foi show!
O grupo mostrou-se bastante motivado.
Valeu, meninas! Aguardo vocês na próxima quarta!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CENAS DE LETRAMENTO

Este vídeo nos ajuda a compreender um pouco mais o conceito de Letramento.

Leitura Deleite



LER DEVIA SER PROIBIDO
Guiomar de Grammon

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo
. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.


In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.


Tutora: Mônica Valéria Pinheiro


Aconteceu hoje na E.M. Irena Sendler a aula inaugural do Pró-Letramento Alfabetização e Linguagem da turma da tarde.


Foram momentos significativos, nos quais pudemos nos conhecer além de conhecer o programa em si. Serão 21 encontros e certamente criaremos laços de confiança, amizade e parceria.
A todos os cursistas desejo boas vindas!


Na próxima quarta feira será a vez da turma da noite que se reunirá às 18:00h na E.M. Vereador Américo dos Santos.